Apostolado da Oração



Apostolado da Oração



Oferecimento Diário
Deus, nosso Pai, eu te ofereço todo o dia de hoje: minhas orações e obras, meus pensamentos e palavras, minhas alegrias e sofrimentos, em reparação de nossas ofensas, em união com o Coração de teu Filho, Jesus, que continua a oferecer-se a Ti, na Eucaristia, pela salvação do mundo.
Que o Espírito Santo, que guiou a Jesus, seja meu guia e meu amparo neste dia para que eu possa ser testemunhas do teu amor: Com Maria, Mãe de Jesus e da Igreja, rezo especialmente pelas intenções do Santo Padre para este mês…
(Texto aprovado com o “Nihil Obstat” de D. Odilo Pedro Scherer; Cardeal-Arcebispo de São Paulo)



A Rede Mundial de Oração do Papa anunciou quais serão as intenções do Santo Padre Francisco para os 12 meses de 2018. Como em 2017, só haverá uma intenção de oração por mês.

Janeiro
A intenção de oração é pela evangelização das minorias religiosas na Ásia, “para que, nos países asiáticos, os cristãos, como também as outras minorias religiosas, possam viver sua fé com toda liberdade”.
Fevereiro
Em fevereiro, o Papa Francisco pede rezar em todo o mundo para frear a corrupção: “Para que aqueles que têm um poder material, político ou espiritual não se deixem dominar pela corrupção”.
Março
O Santo Padre pede rezar em março pela formação para o discernimento espiritual, “para que toda a Igreja reconheça a urgência da formação para o discernimento espiritual, a nível pessoal e comunitário”.
Abril
Para abril, o Papa tem uma intenção de oração universal por aqueles que têm uma responsabilidade na economia, “para que os responsáveis pelo planejamento e pela gestão da economia tenham a coragem de rejeitar uma economia da exclusão e saibam abrir novos caminhos”.
Maio
Em maio, Francisco incentiva a rezar pela “missão dos leigos”, para que esses fiéis “realizem a sua missão específica colocando a sua criatividade a serviço dos desafios do mundo atual”.
Junho
Em junho, a intenção de oração do Santo Padre é dedicada às redes sociais, para que estas “favoreçam a solidariedade e o respeito pelo outro na sua diferença”.
Julho
O Papa pede rezar em julho pelos sacerdotes em sua missão pastoral, para que aqueles “que vivem com dificuldade e na solidão o seu trabalho pastoral se sintam ajudados e confortados pela amizade com o Senhor e com os irmãos”.
Agosto
Para agosto, Francisco apresenta uma intenção de oração universal pelo “tesouro” da família, “para que as grandes escolhas econômicas e políticas protejam a família como um tesouro da humanidade”.
Setembro
Em setembro, a intenção de oração do Papa é “para que os jovens do continente africano tenham acesso à educação e ao trabalho no próprio país”.
Outubro
O Pontífice pede rezar pela missão dos consagrados e das consagradas em outubro, para que “reavivem o seu fervor missionário e sejam presentes entre os pobres, os marginalizados e aqueles que não têm voz”.
Novembro
Para novembro, Francisco pede rezar pela paz, “para que a linguagem do coração e do diálogo prevaleçam sempre sobre a linguagem das armas”.
Dezembro
Em dezembro de 2018, o Papa pede pelo serviço da transmissão da fé, “para que as pessoas comprometidas com o serviço da transmissão da fé encontrem uma linguagem adaptada aos nossos dias no diálogo com as culturas”.



Em sua aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas do Seu Sagrado Coração.
São elas:

1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;
2ª Promessa: “Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado”;

3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;

4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;

5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na sua vida e, principalmente, na hora da sua morte”;

6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;

7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, no meu Coração, fonte inesgotável de misericórdia”;

8ª Promessa: “As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção”;

9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;

10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;

11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;

E a grande Promessa:

12ª Promessa: “A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, Eu darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.


O que é o Apostolado da Oração (AO)

O Apostolado da Oração é um movimento religioso composto por leigos católicos. A finalidade é a santificação pessoal e a evangelização das famílias com especial devoção ao Sagrado Coração de Jesus. O sentido do apostolado é a doação a Deus, pelo conhecimento da palavra, pela oração, pelo oferecimento diário e pela fidelidade à igreja.
No livro dos estatutos do AO, encontramos esta definição: “O AO constitui a união dos fiéis que, por meio do oferecimento cotidiano de si mesmos, se juntam ao Sacrifício Eucarístico, no qual se exerce continuamente a obra de nossa redenção, e desta forma, pela união vital de Cristo, da qual depende a fecundidade apostólica, colaboram na salvação do mundo”.

A espiritualidade do A.O. vive-se a partir de quatro propostas:

1. Oferecer diariamente, pela manhã, o dia que começa, pondo-se à disposição para que o Espírito Santo atue em cada momento do dia e leve à realização concreta dos valores do Evangelho.

2. Aprender a rezar, a criar intimidade com Deus, a viver no silêncio do coração a inspiração e a novidade do Evangelho para cada dia. Juntamente com isso, procura-se ainda formar a própria fé, dando inteligência dos mistérios e a capacidade de dialogar com as interrogações e desafios que hoje são postos à Igreja.

3. Alimentar uma profunda devoção à celebração da Eucaristia, como o Sacramento que resume e inspira a vida cristã, descobrindo nele a presença amorosa de Deus, na pessoa de Jesus e do seu Coração.

4. Viver unidos ao Santo Padre, na oração pelas intenções que pede mensalmente a todos os cristãos, saindo dos horizontes quotidianos e abrindo-se aos problemas da grande família humana.

O uso da Fita

A fita, que os membros do Apostolado da Oração usam é o sinal de pertença e entrega da parte daqueles que foram chamados para servir ao Sagrado Coração de Jesus. A cor vermelha é o sangue, a vida de doação plena que o Senhor entregou por cada um de nós. A medalha tem o Sagrado Coração de Jesus, a nos lembrar sempre do quanto Ele nos ama. O Bentinho é o símbolo do AO e nele está gravado Venha a nós o Vosso Reino, para lembra-nos a todo instante que estamos buscando esse reino. Usamos a fita não como enfeite mas como sinal de que fomos chamados para servir e dissemos nosso sim. Devemos honrar nossa fita, porque ela simboliza o amor de Cristo por nós e também o compromisso que assumimos com Ele. A fita estreita é a fita do(a) zelado(a) aquele que está começando a trilhar os caminhos do Apostolado. A larga é a do(a) zelador(a), que busca novos caminhantes para ajudá-lo(a) a servir.

História do AO

O AO está intimamente ligado à ordem dos jesuítas, a Companhia de Jesus. Começou em 1884 em um Colégio dessa ordem na França, onde estudantes de filosofia e teologia estavam ansiosos para fazer algum apostolado. Seu orientador lhes fez ver que enquanto eram estudantes não tinham condições para fazer pregação e outros trabalhos de apostolado direto. O que poderiam fazer era oferecer seus estudos, os sacrifícios voluntários e outros atos de piedade. Dois anos depois, este mesmo padre orientador espiritual publicou um livro chamado O Apostolado da Oração. O livro e a devoção obtiveram a aprovação do superior geral da ordem dos jesuítas, e o próprio papa Pio IX aprovou-os em 1849. Um bom teólogo, padre Gautrelet, SJ, deu o embasamento teológico à devoção ao Sagrado Coração, bem como ao AO, e daí por diante a devoção se propagou rapidamente. Em 1861 começou a circular o Mensageiro do Coração de Jesus, como órgão oficial do AO. Passou a ser publicado em várias línguas, e a associação recebeu estatutos próprios e a aprovação oficial do papa.

A sede da associação está em Roma e o superior geral dos jesuítas é também o superior geral do AO. Ele os dirige por intermédio de um delegado e um secretário-geral.
A ideia central, da qual nasceu o AO, é esta: todos os batizados são chamados a cooperar na edificação do Corpo da Igreja e da comunidade de fé. Nem todos o fazem da mesma maneira (Ef 4,16). Nem todos podem trabalhar diretamente como apóstolos e missionários. Mas todos podem e devem fazê-lo por meio da oração e do sacrifício. São Paulo diz (Cl 1,24) que o cristão deve completar em sua pessoa o que falta à Paixão de Cristo, em favor do Corpo de Cristo, a Igreja. Assim, nossa vida torna-se um sacrifício, uma oblação oferecida com Cristo, em Cristo, para a Glória de Deus e a salvação do próximo.

O AO no Brasil

O AO começou no Brasil em Itu, São Paulo, em 1871, por iniciativa do padre Bartolomeu Taddei, SJ, considerado o fundador e propagador do AO no Brasil. Antes disto houve um pequeno centro isolado em Pernambuco, em 1867, mas que não teve projeção nacional. Em 1888 havia cerca de trezentos centros de AO pelo Brasil inteiro, com mais de 400 mil membros. Com a difusão do AO houve um despertar intenso para a Sagrada Eucaristia e a vida de fé. Atualmente, o AO continua a crescer em fervor espiritual e apostólico, em todo o território nacional.
Trechos extraídos do livro de Pe. Otmar Jacob Schwengber, SJ, Apostolado da Oraçãoe MEJ em perguntas e respostas, Edições Loyola, 2011
Fonte:http://www.arquifln.org.br