DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DOS SACRAMENTOS


SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO - 3ª PARTE: ORIENTAÇÕES PASTORAIS



A PASTORAL FAMILIAR
- A família sempre foi de grande importância para a Igreja, pois é através dela que o ser humano começa sua vida, forma sua base.
- A Pastoral Familiar tem como missão ser misericordiosa, acolhedora, integrada, defensora da vida e dos valores cristãos, valorizadora do sacramento do Matrimônio e formadora de Igrejas domésticas e comunidades de amor.
- A Pastoral Familiar surgiu da necessidade de atuação da Igreja junto às famílias devido às amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura, pondo em questão esta instituição que constitui o cerne da sociedade.
- A Pastoral familiar destina-se a todos os tipos de pessoas e famílias para ajudá-las e servi-las: famílias bem constituídas, desestruturadas, futuras famílias, famílias em situação de miséria, distanciadas da vida da Igreja, discriminadas, de migrantes, mães e pais solteiros, pessoas sem família, divorciadas, em 2ª União, viúvos e em toda situação familiar que necessite de ajuda e acolhimento.
- Que a Pastoral Familiar não se apresente tão somente como um grupo a mais na Paróquia, mas que seja o esforço conjunto de todas as Pastorais e Movimentos para que a Família esteja no centro e como meta de todas as atividades pastorais.


A PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
- Os noivos devem ser crismados, e os que ainda não receberam o sacramento da Crisma devem ser encaminhados à Pastoral da Catequese de Adultos. Se não for possível completar a Iniciação Cristã antes do casamento, no caso os sacramentos da Eucaristia e da Crisma, sejam os mesmos incentivados a fazê-lo depois.
- O conteúdo do Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio deve seguir as orientações da Pastoral Familiar, com a apresentação dos elementos fundamentais da vida familiar cristã católica e as informações necessárias para o Processo de Habilitação Matrimonial e a celebração do casamento.
- De acordo com a Familiaris Consortio, a preparação para o Matrimônio, comporta três momentos: preparação remota, próxima e imediata.
- A preparação remota pode ser realizada, sob a coordenação de uma equipe da Pastoral Familiar, quem sabe a mesma que organiza os Encontros de Noivos, mas com encontros paroquiais mensais ou bimestrais, onde são tratados temas diversos relacionados ao sacramento do Matrimônio e à espiritualidade familiar.
- O Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio, aconselha-se que seja realizado, no mínimo, seis (6) meses antes da data do casamento.
O Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio pode ser feito em qualquer Paróquia católica, sempre de acordo com as orientações da Paróquia onde o Curso é realizado.
- A validade do Certificado do Encontro de Preparação dos Noivos para o Matrimônio na Arquidiocese é de um (1) ano.


O PROCESSO DE HABILITAÇÃO MATRIMONIAL
- Na Arquidiocese de Botucatu o Processo de Habilitação Matrimonial poderá ser feito diretamente na Paróquia onde será realizado o casamento, dispensando, desse modo, a Transferência.
OBS: Esse procedimento pode ser adotado se facilitar para os Noivos. Caso contrário, segue o procedimento normal.
- Para dar início ao Processo de Habilitação Matrimonial, os noivos, com a documentação completa, devem procurar a Paróquia onde pretendem se casar, no mínimo, três (3) meses antes da data prevista para o casamento.
- O Ministro Assistente, seja o próprio Pároco ou alguém por ele delegado e o Processo de Habilitação Matrimonial, com a Ata e as assinaturas, deixado na Secretaria Paroquial onde foi realizado o Processo de Habilitação Matrimonial, para os devidos registros e encaminhamentos.
- A Transferência se faz necessária quando o casamento for realizado em outra Diocese ou de outra Diocese seja proveniente.
OBS: Para outra ou de outra Diocese a transferência sempre se faz necessária.


A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO
- Considera-se assistente do Matrimônio somente aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes, e a recebe em nome da Igreja.
- Somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Arcebispo ou o Pároco, ou um Sacerdote ou Diácono delegado por qualquer um dos dois como Assistente.
- As celebrações do Matrimônio devem ser revestidas de cuidado e dignidade.
- Cada Paróquia deve definir claramente os horários disponíveis para a celebração do Matrimônio, tendo em vista intervalos razoáveis.
- O sacramento do Matrimônio entre católicos seja celebrado na igreja Matriz, Capela ou num local em que a comunidade se reúna para a celebração da santa Missa, e de acordo com a programação estabelecida pela Paróquia.
- Na Arquidiocese de Botucatu, o Pároco está autorizado pelo Arcebispo para realizar a celebração do sacramento do Matrimônio em outro local conveniente dentro do território da Paróquia onde é Pároco, ou do município, em se tratando de municípios com mais de uma Paróquia.
- Por local conveniente, entenda-se um ambiente que esteja de acordo com a dignidade do Sacramento, que não seja de propriedade ou esteja vinculado ao uso próprio ou contínuo de outros grupos religiosos e que os responsáveis pela festa sejam orientados quanto à proibição de bebida Alcoólica antes da celebração do casamento.
- A Paróquia onde foi realizado o Matrimônio, depois da realização do mesmo, fará a comunicação para as Paróquias de origem dos nubentes, mas a documentação permanece na Paróquia onde o casamento foi realizado.
- Não são permitidos qualquer rito ou cerimônia religiosa que simulem ou substituam o casamento religioso católico entre pessoas não habilitadas para o casamento perante a Igreja, como exemplo, casais amasiados, casados somente no civil ou em 2ª União.


A PARTICIPAÇÃO NA CELEBRAÇÃO
- Tempo e disposição são exigências para uma celebração bonita e tranquila. É indispensável, pois, que haja pontualidade, especialmente por parte dos noivos e padrinhos. A celebração que começa no horário evita nervosismo, atropelos e abreviações.
- Recomenda-se que se evitem o luxo e o excesso de ornamentação, onde for celebrado o sacramento do Matrimônio. E, na escolha de pajens e daminhas de honra, dê-se preferência a crianças que já tenham consciência do que estão fazendo.
- Os noivos não celebram o casamento sozinhos, mas diante de Deus, da Igreja e da comunidade reunida. Os presentes, participantes de um casamento, são testemunhas, diante da Igreja e da sociedade, do caráter público desse compromisso matrimonial: todos se comprometem na oração e no apoio ao novo lar que se inicia.
- Sejam escolhidas 02 (duas) pessoas, com 16 anos completos, como testemunhas, com suas respectivas assinaturas na Ata do casamento.
- Enquanto possível, que essas testemunhas sejam conscientes do significado do Sacramento do Matrimônio, crismadas e, se coabitando maritalmente casadas no Religioso. No caso de dificuldades em encontrar as Certidões de Crisma e de Casamento, que a confirmação seja sob juramento.
- Quanto a presença de outras testemunhas informais, fica a critério de cada Paróquia, de comum acordo com os noivos.
- A presença dos participantes deve merecer especial atenção. Muitos, normalmente, não frequentam a Igreja; valorize-se, portanto, a acolhida, disposição da assembleia, a distribuição de folhetos próprios e outras iniciativas que favoreçam a participação de todos.
- Sugere-se que todas as Paróquias possuam uma Equipe, ligada à Pastoral Familiar, para cuidar da ornamentação e preparação da cerimônia de casamento, com os ensaios, acolhida e a organização da liturgia.


O CERIMONIAL
- Seja constituída em cada Paróquia uma Equipe de celebração que seja responsável pela celebração do sacramento do matrimônio. Todo o cerimonial dos casamentos, na igreja, deve ser realizado conforme as orientações e sob a responsabilidade da Equipe de celebração do Matrimônio da Paróquia. Cabe aos músicos e demais pessoas envolvidas seguir, portanto, durante a cerimônia, as orientações que a Equipe paroquial determinar.


A ORNAMENTAÇÃO
- Durante a preparação do casamento é importante que a Equipe de preparação para o Matrimônio e o Pároco conscientizem os casais de noivos e a comunidade sobre o espírito cristão da celebração, que pede sobriedade, sem gastos supérfluos e sem ostentação.
- A ornamentação, que expressa a alegria da festa que se celebra, deve ser pautada pela nobreza, bom gosto e simplicidade, respeitando o espírito do tempo litúrgico.


A MÚSICA
- Aspecto importante em qualquer celebração, a música, no casamento, deve estar integrada à celebração, como expressão da fé e auxílio à participação ativa, consciente, piedosa e frutuosa da assembleia.
- A música deve servir à participação e não se tornar mero complemento de um efêmero ato social.
- Atendendo ao caráter religioso da celebração do Matrimônio, são permitidas somente músicas sacras ou, quando muito, músicas clássicas. Não se admitem músicas de trilhas sonoras de filmes, novelas...


A ILUMINAÇÃO
- Afastando qualquer moldura teatral, contrária ao espírito litúrgico da celebração, use-se somente a iluminação costumeira do templo, com exclusão explícita de qualquer outra proveniente, por exemplo, de holofotes ou jatos de luz...


A FOTOGRAFIA, CINEGRAFIA E SONOGRAFIA
- Um Sacramento da Igreja é, primeiramente, um acontecimento de fé e salvação.
- Os profissionais ou amadores das áreas de foto-cine-sonografia devem evitar atrapalhar o andamento da celebração, desviando a atenção da assistência; como também devem zelar, conscientemente, pela correta disposição dos instrumentos de trabalho: instrumentos musicais, microfones, caixas acústicas, lâmpadas, câmaras fotográficas e de filmagem.
- Evitar instrumentos musicais como: cornetas, clarins e outros que possam aparecer como espetáculo. - Para que a celebração se realize em harmonia, deve acontecer um contato prévio da Equipe de Celebração do Matrimônio da Pastoral Familiar com esses profissionais para as devidas orientações.


DELEGAÇÃO PARA ASSISTIR AOS MATRIMÔNIOS
- Para ser válida, a delegação para assistir a Matrimônios deve ser expressamente dada a uma pessoa determinada. Quem recebe delegação, não pode subdelegar a mesma função a uma outra pessoa.


LEGITIMAÇÃO
- Os casais batizados que vivem juntos, casados no civil ou não, desde que não tenham nenhum impedimento e queiram regularizar a situação perante a Igreja, como norma geral devem participar da preparação da Pastoral da Catequese de Adultos.


O REGISTRO
- Após a celebração do Matrimônio, o registro do ato deve ser feito em livro próprio, na Paróquia onde o casamento foi realizado.
- No ato da celebração do Matrimônio pode ser emitida Certidão de Casamento Religioso, em atendimento à solicitação dos nubentes.
- A Paróquia onde o casamento religioso foi realizado deverá preparar a Notificação do Casamento Religioso a ser enviada às Paróquias que concederam as Certidões de Batismo dos esposos, para que conste o novo estado jurídico das pessoas.


OS DESQUITADOS E DIVORCIADOS
- O Pároco estude pessoalmente os casos de desquitados ou divorciados de um casamento feito só no civil, que desejarem contrair Matrimônio na Igreja por motivos justos.
- As pessoas casadas somente no civil, separadas e que querem se casar na Igreja, devem ser acolhidas. Deve-se procurar o motivo da separação e averiguar se são separadas legalmente, se estão amigadas, se participam da comunidade; enfim, ver caso a caso e, se cumpridos os requisitos canônicos, poderão casar-se no Religioso, mediante averbação do divórcio e novo casamento civil.
- As pessoas em 2ª União podem participar nas pastorais e movimentos da Igreja, embora não de forma plena, pois não podem receber a Sagrada Eucaristia e nem ser Padrinhos de Batismo e Crisma e testemunhas em Casamento.


DECLARAÇÃO DE NULIDADE MATRIMONIAL
- Quem se casou na Igreja, separou-se e vive com outra pessoa deve ser recebido, aceito na comunidade e incentivado a procurar seus direitos junto à Câmara Eclesiástica da Região Pastoral, que analisando a situação canônica, poderá declarar se o caso, implica Declaração de Nulidade Matrimonial ou não.
- Para facilitar o trabalho das Câmaras Eclesiásticas das Regiões Pastorais, os Párocos poderão recolher a documentação e o Questionário. Quando tudo estiver pronto, numa pasta, encaminha-se ao Juiz Instrutor.
- O Matrimônio pode ser declarado nulo quando for constatada a presença de algum vício de consentimento, algum erro de forma canônica, ou se foi contraído com algum impedimento dirimente ou, ainda, se houve erro de mandato procuratório.


CASAMENTO CIVIL
- O casamento civil, por determinação da CNBB, deve ser contraído antes da celebração religiosa do matrimônio. Há situações em que o Ordinário pode dispensar desta condição. Esta dispensa deverá seguir os ditames do C.D.C. cânones 85 a 93.
- A Paróquia poderá realizar o casamento religioso com reconhecimento civil, mediante a apresentação da Certidão de Habilitação expedida pelo Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais do cartório competente.
- Após a celebração do Matrimônio religioso com efeito civil, os esposos, os padrinhos e a testemunha qualificada devem assinar os documentos competentes (Livro de Casamento Religioso com Efeito Civil, Habilitação do casamento religioso e ata da realização do matrimônio). Aos esposos será entregue a certidão do casamento religioso. Além disso, cada Pároco deverá encaminhar ao Oficial do Registro Civil um requerimento, em formulário adequado, para que o referido casamento seja registrado no livro competente desse Cartório de Registro Civil.
- Tal documento, elaborado segundo formulário próprio, deverá conter a assinatura do Assistente, dos esposos e de duas testemunhas devidamente qualificadas. A Certidão do Casamento Civil será entregue aos esposos pelo Cartório.
OBS: O Texto Oficial do Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos – DAPS – encontra-se na página da Arquidiocese no Espaço Orientações.

Cuidando bem de quem já participa, acolhendo bem quem nos procura e procurando pelos afastados





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A P R E S E N T A Ç Ã O

Com imensa alegria, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e na firme e operosa esperança de que Ele seja sempre mais o Senhor do universo de nossa Igreja Particular, apresento o novo Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos.

A revisão / reelaboração do Diretório é fruto de um lento, gradual, amplo e participativo processo durante o período de aproximadamente um ano. Aliás, o processo é tão ou mais importante quanto o resultado final.

Ao longo do processo tomamos contato mais vivo com a situação de nossa Igreja Particular e a realidade que nos cerca, tomamos mais consciência dos atuais desafios pastorais e, com toda certeza, experimentamos um aprofundamento da comunhão afetiva, teológica e pastoral entre nós.

Tal processo é parte de um outro maior, mais amplo e mais profundo de avaliação de toda a vida e missão de nossa Igreja Particular na perspectiva do Segundo Concílio do Vaticano e à luz de documentos mais recentes da Igreja, de modo especial o Documento de Aparecida, Evangelii Gaudium, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e o Doc. Nº 100 da CNBB, Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. Sonhamos com uma Igreja serva do Reino, toda ministerial, permanentemente “em saída” e cada vez mais samaritana.

O Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos seja divulgado, conhecido, estudado e aplicado em todas as Paróquias da Arquidiocese, como expressão de comunhão eclesial e de respeito pelos fiéis católicos ou pessoas de boa vontade que nos procuram ou que de nós se aproximam.

Nosso compromisso é o de melhorar sempre mais o cuidado com os que já participam, a acolhida calorosa daqueles que nos procuram e a busca dos que se encontram afastados.

Nossa profunda gratidão a todos e todas que participaram – e continuarão a participar – deste processo de “conversão pastoral”. Um agradecimento especial ao Pe. José Aparecido Hergesse, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, pelo empenho, dinamicidade, paciência e amor na condução dos trabalhos.

Que Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoe e que Maria Santíssima, Estrela da Evangelização, nos acompanhe sempre.

Botucatu, 20 de novembro de 2016 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

+ Dom Mauricio Grotto de Camargo - Arcebispo Metropolitano de Botucatu


    DAPS - Texto Oficial - 2017-Revisado-pdf →



Botucatu, 06 de outubro de 2017 – 6ª feira da 26ª Semana do Tempo Comum.

Prezados Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas, Coordenadores Arquidiocesanos de Pastorais, Movimentos, Associações e Organismos Eclesiais da Arquidiocese de Botucatu.

Saúde e Paz!

Sob a Presidência de Dom Mauricio Grotto de Camargo, Arcebispo Metropolitano, realizou-se, ontem, dia 05 de outubro de 2017, das 09h às 12h, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Botucatu, a 4ª reunião do Conselho Arquidiocesano de Missão e Pastoral – CAMP, deste ano de 2017.

Após a oração inicial, foram tratados os seguintes assuntos:

1 - DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DOS SACRAMENTOS.Após ouvir a opinião dos membros do CAMP, a respeito das diversas posições manifestadas pelos Padres nas reuniões com o Coordenador Arquidiocesano de Pastoral nas RPs e através de outros meios, o Arcebispo achou por bem determinar:
A – SACRAMENTO DO BATISMO. As Orientações Pastorais para esse Sacramento, no que se refere aos Padrinhos e local para a celebração do Batismo, permanecem como estão no atual Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos – DAPS - , sem nenhuma alteração;
B- SACRAMENTO DA CRISMA: As Orientações Pastorais para esse Sacramento no que se refere aos Padrinhos, permanecem como estão no atual Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos - DAPS, sem nenhuma alteração;
C- SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO. Nas Orientações Pastorais para esse Sacramento, serão acrescentadas as seguintes:
- Na Arquidiocese de Botucatu o Processo de Habilitação Matrimonial poderá ser feito diretamente na Paróquia onde será realizado o casamento, dispensando, desse modo, a Transferência;
- A Transferência se faz necessária quando o casamento for realizado em outra Diocese ou de outra Diocese seja proveniente.
- O sacramento do Matrimônio entre católicos seja celebrado na igreja Matriz, Capela ou num local em que a comunidade se reúna para a celebração da santa Missa, e de acordo com a programação estabelecida pela Paróquia;
- Na Arquidiocese de Botucatu, o Pároco está autorizado pelo Arcebispo para realizar a celebração do sacramento do Matrimônio em outro local conveniente dentro do território da Paróquia onde é Pároco, ou do município, em se tratando de municípios com mais de uma Paróquia;
- Por local conveniente, entenda-se um ambiente que esteja de acordo com a dignidade do sacramento, que não seja de propriedade ou esteja vinculado ao uso próprio ou contínuo de outros grupos religiosos e que os responsáveis pela festa sejam orientados quanto à proibição de bebida alcoólica antes da celebração do casamento.


2- DIRETRIZES ARQUIDIOCESANAS DE MISSÃO E PASTORAL – DAMP. São orientações, quase como que um resumo da V Conferência de Aparecida (2007), da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Evangelii Gaudium ( 2013), do Papa Francisco, e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil – DGAE – 2015-2019 - da CNBB, com a finalidade precisa de direcionar, nos próximos anos, os trabalhos pastorais da Arquidiocese, que por sua vez, quer ser uma Arquidiocese Discípula Missionária, vivenciando as três dimensões fundamentais da pastoral: Ministerial, Casa e Escola de Comunhão e Samaritana. Nesse texto, como material produzido na Arquidiocese temos o Ver e o Agir, do nº 4, com os questionamentos e as tentativas de respostas aos desafios e as propostas pastorais encontrados nas avaliações de 2016 e 2017. Serão promulgadas, pelo Arcebispo, no próximo dia 15 de novembro, no Encontro da Família Arquidiocesana.

3- INICIATIVAS PASTORAIS: PROJETO PASTORAL?
No primeiro semestre de 2014, a Arquidiocese de Botucatu, sob a coordenação do Côn. Alberto Campezato, deu início ao processo de avaliação de suas atividades pastorais. Naquele momento, partindo da V Conferência de Aparecida e da Evangelii Gaudium, chegou-se à conclusão que a pastoral arquidiocesana apresentava-se como sendo uma pastoral de conservação e sacramentalista. Ou seja, faz-se um pouco por fazer, sem motivação profunda, sem projeto pastoral, sem planejamento, sem entusiasmo. Vai-se levando... O contrário, seguindo a V Conferência de Aparecida, Evangelii Gaudiuu e as últimas DGAE, como resposta a esse desafio, seria uma conversão pastoral que conduzisse à uma Pastoral Missionária.
Buscando esse objetivo, apesar das nossas limitações, conseguimos avançar um pouco! Com o apoio e incentivo do Arcebispo, estamos decididos que queremos ser uma Arquidiocese Discípula Missionária! O Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos - DAPS, mesmo tendo sido concluído antes, já foi elaborado a partir e dentro desse espírito, com a Pastoral dos Sacramentos à luz da Palavra de Deus e numa dimensão missionária: cuidando daqueles que já participam, acolhendo bem que nos procura e procurando pelos afastados.
Agora, não seria a hora de pensarmos num Projeto Pastoral, fruto dessas nossas inquietações, das nossas buscas e do nosso trabalho? Não seriam essas 9 Iniciativas Pastorais, resultado das Assembleias de 2017, um nosso possível Projeto de Pastoral para os próximos 3 anos? Ou seja, colocar em prática essas iniciativas pastorais sugeridas pelas nossas Paróquias?

São elas:

1 - Nas Paróquias, Capelas ou Comunidades, os Agentes de Pastoral exerçam, por vez, apenas uma única coordenação paroquial, deixando, desse modo, espaço para a procura e a inserção de novas pessoas nas funções de coordenação.
2 - O tempo para o exercício do ministério de coordenação na Arquidiocese seja de 3 anos com a possibilidade de somente uma recondução. Ou seja, no máximo 6 anos de duração.
3 - Estabelecer cursos ou elaborar orientações básicas para a capacitação dos Agentes de Pastoral que exercem função de coordenação, contando com a ajuda de profissionais da área de recursos humanos de empresas e entidades filantrópicas.
4 - Fazer com que os Conselhos Paroquiais, em especial o CAP e CMPP, executem suas funções, em vista de uma pastoral paroquial orgânica e eficiente. 5 - Apresentar orientações básicas em vista da execução de planejamentos e elaboração projetos pastorais, segundo o método ver, julgar, agir e avaliar. 6 - Implantar a Comissão Arquidiocesana de Formação Permanente dos Agentes Pastorais, a partir dos aspectos e dimensões contidas nas Diretrizes Arquidiocesanas de Missão e Pastoral.
7 - Incentivar a participação de membros das Paróquias nos Conselhos Municipais.
8 - Apresentar orientações pastorais, sem identificação partidária, por ocasião das campanhas eleitorais, como forma de conscientização política dos cidadãos.
9 - Instituir uma Equipe Arquidiocesana especializada no estudo e na divulgação da Doutrina Social da Igreja.


4- ANO ARQUIDIOCESANO DO LAICATO. Será organizado e realizado sob a Coordenação do Coordenador Arquidiocesano de Pastoral contanto com a colaboração dos Padres Presidentes das 8 Comissões :
A- DIVULGAÇÃO – Comissão 1 – Ministérios Ordenados e Vida Consagrada – Pe. Fernando Maróstica/ Comissão 8 – Cultura, Educação e Comunicação – Pe. Paulo Bronzato. - A divulgação será feita em todos os Meios de Comunicação possíveis. B- ESTUDO DO DOCUMENTO 105 DA CNBB E TEOLOGIA DO LAICATO – . Comissão 4 – Bíblico Catequético – Pe. Adauto José Martins /Comissão 2 – Laicato, Família e Vida – Pe. Lúcio Bento de Souza. - Cursos, Palestras, Folders, Internet... - Reorganização do Conselho Arquidiocesano de leigos – CAL
C- EVENTOS CELEBRATIVOS – Comissão 5 – Liturgia – Pe. Edélcio Augusto Soares. - Celebrações Paroquiais, Regionais e Arquidiocesanas
D- SEMANA MISSIONÁRIA EM JULHO 2018: Comissão 3 - Ação Missionária e Cooperação Intereclesial – Pe. James Mwaura Mbugua, IMC- Organização, conteúdo, metodologia e formação dos Agentes
E- SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS (PENTECOSTES) Comissão 6 – Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso – Pe. Sebastião dos Santos. - Organizar a Semana de Unidade dos Cristãos em todas as Paróquias.
F- INICIATIVAS CONCRETAS: Comissão 7 - Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz – Pe. José Francisco Antunes, CR - Incentivo às Pastorais Sociais ( Criança, Idoso, Carcerária, Menor, Sobriedade, Vicentinos, Caritas, Campanha da Fraternidade, Pastoral dos Surdos e Ecologia ); - Implantação da Pastoral Fé e Política; - Incentivo na participação dos Cristãos Leigos nos Conselhos Municipais; - Constituição do Grupo de Estudo e Divulgação da Doutrina Social da Igreja; - Forum Arquidiocesano das Pastorais Sociais
G- DATAS ESPECIAIS: - Abertura Arquidiocesana: 15/11/2017 – La Salle / Paróquias: 26/11/2017 – Solenidade de Cristo Rei; - Encerramento Arquidiocesano: 15/11/2018 – La Salle / Paróquias: 25/11/2018 – Solenidade de Cristo Rei
5- ENCONTRO DA FAMÍLIA ARQUIDIOCESA – 15/11/2017. Neste ano será realizado no Colégio La Salle, das 08:30h às 13h, com a presença de 15 Representantes por Paróquia e a seguinte programação:
08:30h – Acolhida e Animação Geral – Pe. Paulo Bronzato e Comissão 8: Cultura, Educação e Comunicação Social.
09h – Oração Inicial – Pe. Edélcio e Comissão 5 – Liturgia.
09:15h - Promulgação das Diretrizes Arquidiocesanas de Missão e Pastoral – DAMP, em 2 momentos: - Breve histórico do processo de elaboração – Pe. Hergesse; - Ato de promulgação com a leitura da carta de Apresentação – Dom Maurício.
09:45h – Intervalo Musical – Comissão 8
10h – Abertura Oficial do Ano Arquidiocesano do Laicato – Sob a responsabilidade do Pe. Adauto José Martins – Comissão 4 –Bíblico-Catequético, e Pe. Lúcio Bento de Souza - Comissão 2 – Laicato, Vida e Família.
10:30h – Intervalo – Preparação para a Missa.
11h: Santa Missa ( Missa da Festa de Nossa Senhora Aparecida) presidida pelo Arcebispo e concelebrada – Responsável Pe. Edélcio e Comissão 5 – Liturgia.
12h: Encerramento do Ano Mariano na Arquidiocese, sob a coordenação de Mons. Carlos José de Oliveira e RP 4.
12:30h – Encerramento com lanche partilhado.

6- CALENDÁRIO ARQUIDIOCESANO 2018. Tão logo esteja concluída a Agenda do Arcebispo e das dadas de Eventos Arquidiocesanos, o Calendário será enviado para que cada Pastoral, Movimento, Associação e Organismo Eclesial, Padres Coordenadores das RPs e outras atividades sejam agendadas seguindo o esquema: - Quem? O quê? Quando (data)? Onde? Horário?. Esse agendamento precisa ser concluído até o final do mês de novembro, para facilitar a elaboração do Guia Informativo 2018.
OBS – Com a mudança do tempo de coordenação de 2 anos para 3 ( no máximo 6 anos), o Arcebispo, estendeu a Provisão daqueles (as) que tinham sido provisionados (as) em fevereiro de 2016, com vencimento em fevereiro de 2018, para mais ou ano, ou seja, até fevereiro de 2019. Outros que assumiram ou estão assumindo funções de Coordenação Arquidiocesanas estão sendo ou serão provisionados de acordo com o momento em que assumem as respectivas funções. A Coordenação Arquidiocesana de Pastoral está controlando o início e a conclusão de cada Provisão.

Rezemos pelo Arcebispo! Rezemos também uns pelos outros! Que Deus nos ajude e Senhora Santana nos proteja!
Sempre agradecido!

Pe. José Hergesse – Coordenador Arquidiocesano de Pastoral



Mateus 11:28-30
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".



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