DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DOS SACRAMENTOS


SACRAMENTO DA ORDEM - 3ª PARTE - ORIENTAÇÕES PASTORAIS
A PASTORAL VOCACIONAL
- O cultivo das vocações sacerdotais é de responsabilidade de todas as Paróquias, com suas Pastorais e Movimentos. Os Presbíteros têm, neste campo, uma responsabilidade e uma função primordial.
- Sejam incentivadas em todas as Paróquias e Comunidades Católicas iniciativas e grupos que rezem e trabalhem pelo sustento das Vocações sacerdotais da Arquidiocese.
- A Pastoral Vocacional contará com um Coordenador Arquidiocesano que poderá ser um Leigo (a), assessorado por um Presbítero.
- Ela responderá pela organização dos Encontros Vocacionais Arquidiocesanos , que acontecerão uma vez por mês. Nestes Encontros, os jovens vocacionados deverão ser ajudados no discernimento vocacional, enfatizando, dentre todas as vocações, o ministério presbiteral.
- Em todas as Paróquias e Regiões Pastorais, sejam formadas Equipes de Pastoral Vocacional que promovam e incentivem asvocações para o sacerdócio e a vida religiosa, bem como o cuidadoso acompanhamento dessas vocações, segundo estabelece a Pastoral Vocacional da Arquidiocese.
- Os jovens, naturalmente, deverão ser provenientes das Paróquias da Arquidiocese. Contudo, em casos especiais, e com autorização do Arcebispo, poderão ser aceitos para realizar o processo de discernimento nos Encontros Vocacionais, jovens provenientes de outros lugares.
- Os jovens que participam dos Encontros Vocacionais serão avaliados pela Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Vocacional, juntamente com o Reitor do Seminário Menor e Propedêutico e o Pároco da Paróquia de origem.
- Se constatados sinais de vocação, poderão, se não houver obstáculos, ser apresentados ao Arcebispo, solicitando admissão ao Seminário Menor ou ao Curso do Propedêutico, segundo o grau de estudo em que se encontram.
O SEMINÁRIO MENOR
- Será um lugar especificamente determinado de acolhida e acompanhamento de vocacionados que estão cursando o Ensino Médio, estabelecido segundo critérios e orientações da Equipe Arquidiocesana de Formação, em comum acordo com o Arcebispo.
O PROPEDÊUTICO
- Sob a orientação do Arcebispo, cuidem os responsáveis do Propedêutico, para que haja um justo e apurado cuidado na admissão de candidatos ao Seminário e, para isso, é necessário que os formadores e responsáveis façam esmerada seleção de candidatos que leve em consideração o equilíbrio psicológico de personalidade sadia, motivação genuína de amor a Cristo, à Igreja e ao mesmo tempo capacidade intelectual adequada às exigências do ministério no tempo atual.
O SEMINÁRIO MAIOR
- No caso de candidatos egressos de outras Dioceses da Província Eclesiástica ou de outras Dioceses, serão aceitos somente com carta de recomendação informando as reais condições do candidato, preferencialmente do responsável pela Casa de Formação à qual o candidato esteve vinculado. Por fim, o Arcebispo decidirá sobre o ingresso ou não do candidato.
- Os seminaristas, devidamente aprovados pela Equipe de Formação do Seminário, sejam instituídos no Ministério de Leitor, durante o segundo ano de Teologia, e no Ministério de Acólito, no terceiro Ano de Teologia, devendo ainda participar do Rito de Admissão entre os Candidatos à Ordem Sacra, antes de concluírem o Curso de Teologia.
- O Conselho de Formadores, preferencialmente multidisciplinar, sacerdotes idôneos e profissionais em áreas humanas específicas, tem como principal missão a de elaborar e acompanhar um projeto formativo das Casas de Formação, que ofereça aos seminaristas um verdadeiro processo integral: humano, espiritual, intelectual e pastoral centrado em Jesus Cristo, Bom Pastor.
- Para que o Seminário realize em plenitude a sua missão, cuide o Arcebispo com seu Conselho de Formadores, Conselho Arquidiocesano de Presbíteros e a Coordenação Arquidiocesana da Pastoral Vocacional, de elaborar um Diretório de Formação e o Regulamento das Casas de Formação, Propedêutico e Seminário Maior, que sejam assumidos e observados por todos.
- É fundamental que, durante os anos de formação, os seminaristas tornem-se e perseverem como autênticos discípulos, chegando a realizar um verdadeiro encontro pessoal com Jesus Cristo.
- No processo formativo, os candidatos sejam orientados para a vivência do Celibato como dom e possibilidade de vida afetiva integrada, convivência sadia e altruísta, paternidade espiritual fecunda e ação pastoral generosa.
- Durante os períodos de formação filosófica e teológica, os formandos realizarão suas experiências pastorais nas Paróquias da Arquidiocese, com períodos de 2 anos de duração em cada Paróquia, salvaguardadas outras iniciativas ou decisões, sempre a critério do Arcebispo.
- Será muito oportuno organizar missões paroquiais durante uma semana no período de férias de janeiro, nas quais os seminaristas, futuros Presbíteros, cultivarão e aprimorarão o espírito missionário.
- Tais missões, com os seminaristas devidamente preparados, inclusive com Curso de Introdução à Missiologia, deverão ser requisitadas pelo Pároco e combinadas com o Reitor e seminaristas pelo menos seis meses antes.
- Durante o tempo de formação, além da experiência de Estágio Pastoral realizada aos finais de semana nas Paróquias da Arquidiocese, sejam oferecidas aos seminaristas oportunidades de presença em hospitais, presídios, meios de comunicação social, espaços universitários e também em espaços de atuação dentro da própria estrutura eclesial, como na formação dos futuros Padres e na área acadêmica.
- O Reitor do Seminário, 2 vezes ao ano, apresente ao Conselho Arquidiocesano de Presbíteros, o relatório, o mais completo possível, de cada seminarista da Filosofia e Teologia.
- O Curso Propedêutico conta com o Reitor, um Diretor Espiritual, uma Equipe de professores e um Psicólogo(a); o Seminário Maior, com o Reitor, Diretor Espiritual e um Psicólogo tanto para os seminaristas da Filosofia, como para aqueles da Teologia.
OS ORDENANDOS
- Sobre o processo de formação e os requisitos para que um candidato seja admitido à Ordenação Diaconal ou Presbiteral, observem-se as normas do Código de Direito Canônico e as Diretrizes para a formação dos futuros Presbíteros estabelecidas pela Igreja.
- O Arcebispo, auxiliado pelo Conselho de Formadores e pelo Conselho Arquidiocesano de Presbíteros , de acordo com as normas e orientações do Magistério da Igreja, cuidará com zelo de formar os seus futuros Presbíteros e, para esse fim, constituirá as chamadas Casas de Formação, o Propedêutico e o Seminário Maior, como residência para os Seminaristas que estejam cursando filosofia e teologia.
- A Arquidiocese de Botucatu segue as seguintes etapas no processo de formação de seus futuros Presbíteros: 1 ano de Propedêutico realizado no Seminário São José, em Botucatu; o curso de 3 anos de Filosofia e 4 de Teologia, realizados em Instituto da própria Arquidiocese, do Sub-Regional de Botucatu da CNBB ou, em outros lugares, segundo determinação do Arcebispo.
AS ORDENAÇÕES DIACONAL E PRESBITERAL
- A ordenação diaconal dos futuros Presbíteros na Arquidiocese de Botucatu será após o término do Curso de Teologia e do Ano de Pastoral, e com a devida aprovação do Arcebispo.
- As ordenações diaconais ou presbiterais não devem coincidir com festividades do Calendário Litúrgico que dificultem a participação do Presbitério, pela necessidade de estarem celebrando em suas respectivas comunidades.
- É conveniente que as ordenações diaconais sejam realizadas em conjunto na Catedral Metropolitana de Botucatu.
- O compromisso de Celibato, acompanhado de sua fórmula escrita com as devidas assinaturas, seja ordinariamente realizado durante a celebração da Ordenação Diaconal, segundo prescreve o Ritual das Ordenações.
- A Ordem do Presbiterado será concedida após o exercício do Diaconato por tempo conveniente, não inferior a seis meses.
- A Ordenação dos futuros Presbíteros seja celebrada em datas e horários que possam facilitar uma maior participar possível de Presbíteros e fiéis, em geral. - As ordenações presbiterais se realizem, em princípio, nas comunidades onde os ordinandos estejam domiciliados, prestem serviços pastorais ou estão destinados, com o consentimento do Pároco e do Arcebispo.
- Para tanto, essas comunidades deverão preparar-se com grande empenho, fazendo da celebração da Ordenação momento especial de vitalidade da Pastoral Vocacional.
- Os Presbíteros, como forma de manifestar o acolhimento e fraternidade para com o novo irmão no Presbitério, empenhem-se em participar das ordenações.
- As celebrações das Primeiras Missas dos novos sacerdotes se revistam de grande solenidade para as comunidades onde elas se realizarem e sejam momentos fortes de catequese e evangelização sobre a missão do Padre no seio da Igreja.
- Os novos Presbíteros sejam nomeados para as funções de Vigários Paroquiais ou outras funções auxiliares, e não assumam, nos dois primeiros anos, responsabilidades por demais exigentes. Ao Arcebispo, todavia, considerando as características pessoais do Presbítero e a realidade da Arquidiocese, assiste-lhe o direito de agir de outro modo.
A PASTORAL PRESBITERAL
- Entre as ações a serem desenvolvidas em favor da valorização do ministério e da vida dos Presbíteros, a Pastoral Presbiteral buscará acompanhar os recém-ordenados, pelo menos, nos cinco primeiros anos de vida ministerial.
- Esteja permanentemente atenta às necessidades próprias dos sacerdotes idosos, em especial eméritos; cuidará para que todos os Presbíteros estejam vinculados ao sistema vigente de Previdência Social (aposentadoria) e de Saúde e que, de acordo com períodos previamente determinados, seja dada oportunidade aos Presbíteros para se atualizarem intelectual e espiritualmente.
- A Pastoral Presbiteral dê sua contribuição para que os Presbíteros religiosos se sintam acolhidos, com seus carismas respeitados, e integrados ao Presbitério Arquidiocesano; sejam também orientados e motivados a assumirem plenamente as orientações, normas, diretrizes, usos e costumes da Igreja Particular em que estão exercendo suas funções sacerdotais.
- Seja trabalhado, como parte integrante da Pastoral Presbiteral, o sentido do sacerdócio ministerial exercido numa dimensão de Presbitério, onde os Presbíteros são ordenados para um projeto arquidiocesano, superando apegos exagerados a lugares, ofícios ou pessoas, e evitando, desse modo, sofrimentos desnecessários no momento de nomeação ou transferência de função ou de uma Paróquia para outra.
- Os Presbíteros, desde a ordenação presbiteral, mantenham constantemente atualizados o Inventário pessoal e a destinação de seus bens pessoais, com Testamento registrado, evitando, desse modo, problemas no momento de transferência de Paróquia ou repartição de eventual herança.
O DIACONATO PERMANENTE
- Para a formação dos Diáconos Permanentes, existe, na Arquidiocese, a Escola Diaconal, segundo as normas e diretrizes já aprovadas e publicadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB Doc. no 96).
- A partir destas diretrizes da CNBB, a Escola Diaconal contará com um Estatuto de Formação próprio, devidamente aprovado pelo Arcebispo e pelo Conselho Arquidiocesano de Presbíteros, cuja finalidade principal é organizar a formação dos candidatos ao Diaconato Permanente.
- A admissão, a formação e a aprovação de candidatos ao Diaconato Permanente na Arquidiocese de Botucatu sejam feitas conforme as normas e diretrizes vigentes na Igreja.
- Para a aprovação do candidato à Ordenação Diaconal, na Arquidiocese, requer-se o parecer do Conselho Arquidiocesano de Diáconos, da Equipe de Formação da Escola Diaconal, do Pároco de origem e do Conselho Arquidiocesano de Presbíteros.
- Os Diáconos Permanentes estão direta e estreitamente ligados ao ministério episcopal. Com os Presbíteros, eles são, respectivamente, os dois braços do Arcebispo no serviço das duas mesas: da Palavra e da Eucaristia e dos pobres.
- Esta experiência muito rica não restrinja os Diáconos Permanentes somente às funções litúrgicas, mas sejam despertados para a dimensão do exercício da caridade, nas suas mais variadas expressões, e como característica central desse ministério.
- As esposas dos Diáconos Permanentes, quando possível, participem dos encontros de formação e nas atividades do Diácono, como ajuda e apoio no exercício de seu ministério.


OBS: O Texto Oficial do Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos encontra-se na página da Arquidiocese, no espaço Orientações.

PASTORAL MISSIONÁRIA

CUIDANDO BEM DE QUEM JÁ PARTICIPA, ACOLHENDO BEM QUEM NOS PROCURA E PROCURANDO PELOS AFASTADOS

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Recordando:

- De 2016 a 2017, a partir das Assembleias Paroquias e coordenação do Conselho Arquidiocesano de Missão e Pastoral - CAMP - foi elaborado o Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos. Da sua elaboração todos tiveram a oportunidade de participar com observações e sugestões, seja na fase de Esboço, como também como Texto Provisório.

- O Texto Oficial, depois de avaliado por 3 Especialistas - Dogmática, Direito Canônico e Pastoral - foi promulgado pelo Arcebispo no dia 15/11/2017.

- Agora, estamos na fase de sua implantação em todas as Paróquias da Arquidiocese.

- Em 2024 será realizada a sua Avaliação, com as atualizações que se fizerem necessárias.

Sempre agradecido!

Pe. José Hergesse - Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Continuação...

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA
3ª PARTE - ORIENTAÇÕES PASTORAIS

A PREPARAÇÃO DAS CRIANÇAS PARA A 1ª EUCARISTIA

- Preparar as crianças para a vida eucarística é dever, em primeiro lugar, dos pais ou responsáveis. Deve ser estimulada a sua participação no processo catequético.

- A preparação para a 1ª Eucaristia de crianças, quanto ao tempo de duração, seja de 3 anos.

- No momento da inscrição para a preparação à 1ª Eucaristia a criança deve estar com 8 anos completos.

- As crianças que ainda não foram batizadas, começam a preparação para a 1ª Eucaristia e depois de um tempo de preparação, não inferior a 6 meses, receberão o Sacramento do Batismo.

- A Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia esteja também preparada para receber crianças que se apresentam em outros períodos do ano, com dinâmica específica de acompanhamento, evitando, desse modo, que a criança se sinta recusada, e, assim, tendo que esperar pelo início do próximo ano, corra o risco de desanimar, desistir e se afastar.

- A preparação seja confiada a Catequistas com boa capacitação doutrinal e espiritual e comprovado testemunho de vida cristã, sob a supervisão do Pároco ou do Coordenador da Capela.

- A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia indique 3 opções de subsídios catequéticos, deixando livre a escolha de um deles por parte das Paróquias.

- A preparação seja feita nas Paróquias, Capelas ou Comunidades Eclesiais.

- A catequese de preparação para a Eucaristia não deve ser considerada de forma isolada, mas integrada ao contexto da Iniciação Cristã como um todo e inserida num processo de formação contínua.

- A metodologia adotada, sem deixar de ser querigmática e mistagógica , deve ter em conta as modernas orientações da pedagogia, utilizando linguagem acessível às crianças e recursos didáticos apropriados para explicar a fé e motivar na criança o seguimento de Jesus e a inserção na vida da Igreja.

- Nos encontros de Catequese, além da formação doutrinária e da preparação específica para determinado sacramento, o catequizando deverá receber também uma formação humana e cristã integral, que o capacite a viver e atuar como cristão, testemunha do Evangelho e agente de transformação nos diversos ambientes de que participa.

- A Renovação das Promessas Batismais, quando possível, seja realizada antes da celebração da primeira Eucaristia, levando pais e padrinhos a reassumir com maior ardor o “sim” oferecido junto à pia batismal de seus filhos e afilhados, estimulando-os a continuar acompanhando o catequizando no caminho do ser Igreja. Ou, então, na Missa de 1ª Eucaristia.

- A transferência da preparação para a 1ª Eucaristia de uma Paróquia para a outra, seja assinada pela Coordenadora Paroquial da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia e, se for o caso, também pelo Pároco ou por aquele que faz sua vez.

- Durante a preparação, as crianças e adolescentes, juntamente com suas famílias, sejam incentivados e orientados para uma participação mais constante na celebração da Missa dominical.

- Os catequizandos sejam formados para a leitura da Bíblia e para a oração diária, para o sentido missionário da fé, sua pertença à Igreja e participação em sua missão.

- Sejam também incentivados a reconhecer que Deus chama o cristão para diversas vocações e ministérios na Igreja, entre elas, a vida sacerdotal e religiosa consagrada, a vida da família cristã, dispondo-os assim a servir ao Senhor segundo esses carismas.

- Em data próxima à celebração da 1ª Eucaristia, realize-se a 1ª Confissão, feita individualmente, depois de uma Celebração Penitencial adequada, quando se evidencia a presença de Cristo Salvador que perdoa.

- Os confessores, por ocasião da 1ª Confissão, tenham especial cuidado em relação às crianças, evitando criar constrangimentos desnecessários e dificuldades futuras.

A PREPARAÇÃO DOS PAIS

- Cada comunidade, ao preparar crianças e adolescentes para 1ª Eucaristia, reserve um tempo para a preparação dos pais dos neocomungantes.

- Nesses encontros sejam retomados os temas centrais da fé cristã, com o objetivo de revigoramento do seu testemunho de fé, através da participação na vida sacramental e apostólica da Igreja.

- Sejam criadas oportunidades para os pais e outros familiares dos catequizandos se aproximarem dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, dispondo-os, assim, à plena participação com seus filhos.

A CELEBRAÇÃO DA 1ª EUCARISTIA.

- As celebrações da 1ª Eucaristia revistam-se de aspecto litúrgico festivo, que não haja celebrações individuais, mas tenham verdadeiramente o aspecto comunitário. Sejam realizadas, preferencialmente aos domingos ou em dias santificados, em horário adequado à plena participação da comunidade.

- Não se façam celebrações de 1ª Eucaristia em dias de Festa do Padroeiro, dia de encerramento de missões populares, de bodas ou outros eventos, pois o centro litúrgico de interesse deixará de ser a presença das crianças e adolescentes que celebram a sua 1ª Eucaristia.

- As celebrações sejam realizadas nas Matrizes das Paróquias, Capelas ou Lugares de Culto das Comunidades, de comum acordo com o Pároco e demais responsáveis.

- O Pároco, de preferência, deverá presidir a celebração da 1ª Eucaristia ou, em seu lugar, um outro sacerdote da Arquidiocese e por ele designado.

- A celebração da Missa da 1ª Eucaristia seja preparada por outros catequistas e catequizandos, garantindo uma maior tranquilidade os neocomungantes, parentes e Catequistas mais diretamente envolvidos na celebração.

- Empenhem-se os Párocos ou responsáveis, para que o número dos neocomungantes não seja excessivo em cada celebração. O bom senso pastoral indicará qual possa ser o número ideal de neocomungantes em cada Missa de 1ª Eucaristia. - Sejam as celebrações da 1ª Eucaristia revestidas de simplicidade, não sejam excessivamente prolongadas, porém, belas e participadas.

- As vestes dos neocomungantes sejam simples e de bom gosto, evitando-se o luxo, o exótico , os gastos inúteis e a desigualdade entre os comungantes. As igrejas sejam ornamentadas com simplicidade, sem excessos.

- Os cantos sejam conhecidos de modo que permitam a participação de todos. O acompanhamento dos instrumentos seja adequado e moderado.

- Evitem-se iniciativas ou inovações de ritos que venham transformar as celebrações mais em teatro que verdadeira Liturgia.

- Os fotógrafos e cinegrafistas sejam delicadamente convidados a colaborar com a celebração, evitando a dispersão da assembleia. O bom senso do Pároco e da Coordenação Paroquial da Catequese deverá definir os momentos em que as fotografias e filmagens deverão ser realizadas.

- Aconselha-se vivamente que cada Paróquia tenha um Livro de Assentamento das 1ªs Eucaristias nela realizadas.

APÓS A PRIMEIRA EUCARISTIA.

- Seja dado um acompanhamento pastoral aos recém-iniciados na vida eucarística. Sinta-se a comunidade Paroquial responsável pelo seu acompanhamento e amadurecimento na fé.

- Este acompanhamento poderá se realizar de diversas formas, entre outras:
1- Implantação nas Paróquias da Pastoral dos Adolescentes, da Perseverança ou Infância e Adolescência Missionárias.
2- Formação de grupos de evangelização com adolescentes e pré--adolescentes.
3- Aproveitamento de crianças e adolescentes para o exercício de funções litúrgicas, como Coroinhas e Acólitos.
4- Encontros específicos para crianças e adolescentes, com manhãs ou tardes de formação.
5- Encaminhamento dos adolescentes para o a preparação para a Crisma, quando chegar o momento apropriado.
6- Celebrações penitenciais para crianças e adolescentes.



O CULTO DE ADORAÇÃO À SANTÍSSIMA EUCARISTIA

- Cuide-se para que os Sacrários para a colocação do Santíssimo Sacramento, sejam feitos de material resistente, com suficiente garantia de inviolabilidade e fixos nos lugares onde estão colocados.

- Haja um cuidado especial com a chave do Sacrário, e quando possível uma Capela especial para o Santíssimo Sacramento.

-Multipliquem-se momentos especiais de adoração e de louvor à Santíssima Eucaristia, realizando Exposições solenes, Horas Santas, Bênçãos do Santíssimo Sacramento.

- Os fiéis incentivados a reconhecerem no dia a dia a presença real de Cristo na Eucaristia, dando sentido aos gestos de genuflexão ao Santíssimo Sacramento ao entrar e sair da Igreja, ou Capela do Santíssimo quando houver e da adoração silenciosa às sagradas espécies conservadas nos sacrários.

-Mantenha-se sempre acesa a lâmpada do Santíssimo Sacramento, como indicativa da presença real de Cristo que se faz Eucaristia. É mais adequado ao símbolo eucarístico o uso de velas naturais ou lâmpadas a óleo que se consomem , o que não impede o uso de lâmpadas elétricas próprias.

- Cuide-se que o Templo e, de modo especial, a Capela do Santíssimo Sacramento sejam respeitados como lugares sagrados, propiciando clima de silêncio e oração, especialmente para a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.

- Deve-se cuidar que nas exposições transpareça claramente a relação do culto do Santíssimo Sacramento com a Missa. Evite-se na exposição todo aparato que de qualquer modo possa contrariar o desejo de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia, sobretudo para nos servir de alimento, remédio e conforto.

- Durante a exposição do Santíssimo Sacramento proíbe-se a celebração da Missa no mesmo recinto da igreja ou oratório.

- Devido à natureza da celebração sagrada da Missa, o Cristo não deve estar eucaristicamente presente desde o início da celebração sobre o altar onde se celebra a Missa, pois esta presença é fruto da consagração e deve aparecer como tal.

- Se a exposição se estender por um ou mais dias, deverá ser suspensa durante a celebração da Missa, a não ser que seja celebrada em capela separada da nave onde se faz a exposição, e ao menos alguns fiéis permaneçam em adoração.

- O ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento é o Sacerdote ou o Diácono que, no fim da adoração, antes de repor o Sacramento, abençoa com ele o povo.

- Na ausência do Sacerdote e do Diácono, ou estando legitimamente impedidos, poderão expor publicamente a Santíssima Eucaristia para a adoração dos fiéis e depois repô-la, o Acólito instituído e outro Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística A estes não é permitido, no entanto, dar a bênção com o Santíssimo Sacramento.

- Para a exposição do Santíssimo Sacramento, sua adoração e bênção, sejam sempre rigorosamente seguidas as normas e rituais próprios, conforme os apresenta o Ritual para o culto eucarístico fora da Missa.

- As procissões internas com o Santíssimo Sacramento sejam realizadas após a benção final, ou, pelo menos, depois da Oração após a Comunhão, com os devidos cuidados, evitando alimentar nos participantes uma visão mágica ou distorcida da Eucaristia, com a necessidade de toques e beijos diretos no Cibório ou Ostensório.

- Por outro lado, os fieis sejam acolhidos e ajudados para que compreendam a importância da Eucaristia como alimento espiritual que nutre a Fé, incentiva a Esperança e fortalece a Caridade. Que sejam também orientados quanto ao valor da Eucaristia como instrumento e expressão de comunhão entre os irmãos e irmãs e de partilha solidária dos bens espirituais e materiais.

EXPOSIÇÃO E BÊNÇÃO DO SANTÍSSIMO

- O Ritual de Bênção do Santíssimo Sacramento propõe os seguintes momentos que deverão ser sempre respeitados: Exposição, Adoração, Bênção e Reposição.

- Exposição: Reunido o povo, o ministro aproxima-se do altar, ao som de um canto eucarístico, se for oportuno. Se o Sacramento não se encontrar no altar da exposição, o ministro, de véu umeral, vai buscá-lo, no lugar onde é conservado. O cibório ou ostensório é colocado sobre a mesa do altar coberta com toalha e sobre um corporal aberto.

- Se a exposição for mais prolongada e com ostensório, pode-se usar um trono em lugar bem destacado; cuide-se, porém, que não esteja demasiado alto e distante. Feita a exposição, se for com ostensório, o ministro incensa o Sacramento. Se a adoração se prolongar por mais tempo, o ministro, feita a devida reverência, pode retirar-se.

- Se a exposição for mais solene e prolongada, a hóstia seja consagrada na Missa que precede imediatamente a exposição e colocada no ostensório sobre o altar depois da Comunhão. A Missa terminará com a Oração Pós-Comunhão, omitindo-se os ritos finais. Antes de se retirar, o sacerdote coloca o Sacramento sobre o trono, se for o caso, o incensa.

- Adoração: Durante a exposição, as orações, cantos e leituras devem ser organizados de tal modo que os fiéis, em fervorosa oração, se dediquem ao Cristo Senhor. Para favorecer a oração interior usar-se-ão leituras da Sagrada Escritura com Homilia ou breves exortações que despertem maior estima pelo Mistério Eucarístico. Convém ainda que os fiéis respondam à Palavra de Deus por meio do canto. É conveniente que em momentos apropriados se guarde um silêncio sagrado.

- Durante a exposição mais prolongada do Santíssimo Sacramento, pode se celebrar também alguma parte da Liturgia das Horas, sobretudo as Horas principais; na verdade, por ela os louvores e as ações de graças tributados a Deus na Celebração Eucarística estendem-se às diversas horas do dia, e as preces da Igreja se dirigem a Cristo e por Cristo ao Pai em nome de toda a humanidade.

- Bênção: Ao término da adoração, o sacerdote ou o diácono aproxima-se do altar, faz genuflexão e se ajoelha; entoa-se o hino ‘Tão sublime Sacramento’ ou outro canto eucarístico. Enquanto isso, o ministro, de joelhos, incensa o Santíssimo Sacramento, quando a exposição for com ostensório. Faz a Oração própria da Benção. Terminada a Oração, o sacerdote ou o diácono, de véu umeral, faz genuflexão, toma o ostensório ou o cibório e com ele traça, em silêncio, o sinal da cruz sobre o povo.

- Reposição: Dada a bênção, o próprio sacerdote ou o diácono que deu a bênção, reza o Bendito seja Deus... Deus e Senhor Nosso. Em seguida, o sacerdote ou diácono repõe o Santíssimo Sacramento no sacrário, faz genuflexão enquanto o povo, se for oportuno, profere algum canto de aclamação; por fim, se retira. - O povo cristão dá um testemunho público de fé e piedade para com o Santíssimo Sacramento nas procissões em que a Eucaristia é levada pelas ruas em rito solene com cantos e orações, especialmente na Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor, Corpus Christi.

- Convém que a procissão, na Solenidade de Corpus Christi, com o Santíssimo Sacramento se realize após a Missa na qual se consagrará a hóstia a ser levada na procissão. Nada impede que a procissão seja feita também após uma adoração pública e prolongada, mas sempre depois da Missa e não antes dela.

- Ao buscar as Hóstias no Sacrário, o Ministro abre o Sacrário com respeito, fazendo a genuflexão, ao abri-lo e fechá-lo, a menos que esteja carregando consigo o Santíssimo Sacramento.

- O Santíssimo Sacramento deverá ser sempre colocado sobre um corporal aberto.

- Ao entregar a Comunhão o Ministro deve apresentar a Hóstia dizendo “o Corpo de Cristo” e o comungante responderá “Amém”. Outras expressões, posições ou gestos não deverão obscurecer a realidade eucarística apresentada.

- A comunhão deverá ser entregue na língua ou na mão, devendo ser respeitado o desejo do comungante. Orientem-se os fiéis sobre o modo correto de se apresentar à comunhão, especialmente quando esta for dada sob duas espécies.

- A respeito da comunhão sob as duas espécies, observe-se o disposto na Instrução Geral sobre o Missal Romano (nº 281- 287) ou no Diretório Litúrgico da CNBB.

- Quando, ao distribuir a Comunhão, cair alguma partícula no chão, o Ministro deve consumi-la ou, então, colocá-la no purificatório junto ao Sacrário, se tiver caído da boca do comungante ou em lugar sujo. Não havendo purificatório, o Pároco orientará como proceder.

- Se o ministro está com o Santíssimo nas mãos, não se faz reverência ao Presidente da Celebração, nem ao altar, nem ao Tabernáculo.

- O Santíssimo Sacramento tem sempre a precedência. Nunca se deve levar o Santíssimo numa mão e ter a outra ocupada.

ORIENTAÇÕES PARA A COMUNHÃO AOS ENFERMOS.

- Para levar a Sagrada Comunhão aos Enfermos o MECE deve usar traje digno, observando o já acima disposto.

- As Hóstias consagradas serão levadas na “teca”, guardada em bolsa própria. Durante o trajeto, o Ministro deve conservar uma atitude de respeito e oração e evitar encontros e conversas fúteis. Ao encontrar outras pessoas, tratá-las com simplicidade e espírito fraterno.

- No caso de enfermos o MECE deve seguir o Rito próprio para a distribuição da Sagrada Comunhão aos enfermos, procurando partilhar, quando possível, junto com o Pão eucarístico, o Pão da Palavra.

- Durante a celebração, a teca deve ser colocada sobre o corporal, deve ser acesa ao menos uma vela e que haja para a purificação dos dedos um recipiente com água. Um outro copo com água poderá estar disponível, caso o doente necessite de um pouco d’ água durante a celebração.

- Ao distribuir a Comunhão, se a partícula vier a cair, deve consumi-la , ou, então, guardá-la na “teca” e depois colocá-la no purificatório.

- Se o enfermo não puder comungar a Hóstia inteira, o MECE deverá fracioná-la e, se for necessário, servi-la numa colher com água.

- A água que o MECE purificar os dedos deverá ser jogada num vaso com plantas ou em lugar adequado, jamais no esgoto comum.

- A teca, sempre que for usada e aparecerem fragmentos das Hóstias consagradas, deverá ser purificada. Recomenda-se cuidar para que pequenos fragmentos de pão eucarístico não se percam. A água poderá ser consumida. Para enxugá-la, deve ser usado o sanguíneo.

- O sanguíneo e o corporal deverão ser lavados somente pelo MECE e a água será jogada conforme orientação dada acima.

- Sobre o jejum eucarístico, o cânon 919 § 1º do Código de Direito Canônico assim prescreve: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer alimento ou bebida, excetuando-se somente água ou remédio, no espaço de, ao menos, uma hora antes da sagrada comunhão”, mas pessoas idosas e doentes, bem como as que cuidam delas, podem receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que a antecede”.

- Se sobrarem muitas Hóstias levadas para a comunhão aos doentes, o MECE deverá devolvê-las à Igreja. Se são poucas, poderá consumi-las.

- O MECE deverá obter a permissão do Pároco para começar a levar a comunhão a cada enfermo que a solicitar e, quando necessário, deverá providenciar primeiramente a sua Confissão.

Cessando a impossibilidade da participação na comunhão dentro da própria Missa, o MECE deverá comunicar ao Pároco e deixar de levá-la à casa de quem a solicitou.

ORIENTAÇÕES PARA MISSA DE CORPO PRESENTE

- Considerando que em razão da escassez de sacerdotes não poderão ser atendidas todas as famílias, por esse motivo, não são celebradas Missas de Corpo Presente.

- A exceção é feita no falecimento de Sacerdotes, Diáconos, Irmãos Religiosos, Religiosas, Seminaristas, pais e irmãos de Sacerdotes e Religiosos (as).

ORIENTAÇÕES PARA MISSAS DE FORMATURA

- Quanto ao local, fica a critério do Pároco, podendo ser na própria Escola, na igreja Matriz ou Capela.

- Quanto ao dia e horário, a comissão de formatura poderá escolher de conformidade com o Pároco.

- Quando as Missas de formatura forem aos sábados ou domingos, observe-se o horário das Missas dominicais.

- Para presidir a celebração da Missa de Formatura, o Padre convidado, deve ter a autorização do Pároco local.

- Os alunos devem ser preparados para as Missas de Formatura.

- Não se entreguem diplomas na igreja após a Missa.

- Não se celebrem cultos ecumênicos por ocasião das formaturas, sem a prévia autorização do Arcebispo.

A PASTORAL DA CATEQUESE DE ADULTOS

- A Pastoral da Catequese de Adultos tem por objetivo acolher e preparar as pessoas adultas já batizadas que procuram pelos outros Sacramentos da Iniciação Cristã, a Eucaristia e Crisma, e quando, se coabitando ou casadas somente no civil, para regularizar o Sacramento do Matrimônio.

- A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de Adultos deve indicar ou preparar os subsídios e as dinâmicas que serão usadas nos seus Encontros.

- Cada Paróquia, considerando as circunstâncias atuais, como exemplo, estudo e trabalho, encontre o justo equilíbrio na duração do tempo a ser estabelecido para a dita preparação.

- Em princípio, a preparação para os Sacramentos sob a orientação da Pastoral da Catequese de Adultos seja, pelo menos, de 16 encontros, com duas horas de duração cada.

- Se o casal está amasiado ou casado somente no civil, caso não esteja impedido por vínculo precedente, ao concluir os encontros da Pastoral da Catequese de Adultos, primeiro se casa no religioso, se confessa, faz a 1ª Eucaristia ou volta a comungar, e depois recebe a Crisma.

CATEQUESE E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

- Nas Paróquias, a Catequese esteja preparada para acolher e acompanhar crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais, conforme orientações do Diretório Nacional de Catequese, nºs 202 a 208.

- CATEQUESE PERMANENTE

- O caminho de formação do cristão, na tradição mais antiga da Igreja, ‘teve sempre um caráter de experiência, na qual era determinado o encontro vivo e persuasivo com Cristo, anunciado por autênticas testemunhas.

- Trata-se de uma experiência que introduz o cristão numa profunda e feliz celebração dos Sacramentos, com toda a riqueza de seus sinais. Desse modo, a vida vai se transformando progressivamente pelos santos mistérios que se celebram, capacitando o cristão a transformar o mundo. Isto é o que se chama “catequese mistagógica”.

- Seja reconhecida, valorizada e incentivada a Escola Teológica Santana, como instrumento privilegiado de Catequese Permanente, em toda a Arquidiocese.

MISSÃO E FORMAÇÃO DOS CATEQUISTAS EM GERAL

- Numa visão geral, o Catequista se equipara ao evangelizador ou missionário. São catequistas todas as pessoas que anunciam a outras a mensagem cristã, levando-as a conhecer a Deus e a seguir os passos de Jesus.

- A vocação catequética “é uma realização da vocação batismal. Pelo batismo, todo cristão é mergulhado em Jesus Cristo e participa de sua missão profética: proclamar o Reino de Deus. Pela Crisma, o catequista é enviado para assumir sua missão de dar testemunho da Palavra com força e coragem.” (Estudo da CNBB no 59: “Formação de Catequistas”, no 44).

- O Catequista deve ser pessoa de fé madura e esclarecida, de vivência espiritual profunda e oração frequente, que manifeste docilidade à ação do Espírito Santo e um sincero interesse pelo Reino de Deus, que se deixe formar constantemente no seguimento de Jesus Cristo em comunhão com a Igreja, na escuta atenta e orante da Palavra de Deus, na vivência dos valores e do mistério cristão na práxis da Liturgia e nos Sacramentos, com espírito de serviço e de comunhão.

- Além de ser pessoa de fé, é indispensável que o Catequista seja também pessoa psicologicamente equilibrada. Portanto, na formação dos Catequistas, um dos objetivos é promover o desenvolvimento de sua personalidade humana, seu crescimento e amadurecimento como pessoa, incluindo o equilíbrio emocional, a educação da afetividade, a valorização de si mesmo e dos outros, bem como o aprofundamento das motivações que o chamam ao trabalho catequético.

- A formação dos Catequistas deve também desenvolver e aprimorar suas qualidades pedagógicas, sua capacidade de transmitir a outros, com fidelidade e eficácia, a fé e os ensinamentos da Igreja, que ele próprio professa e vive. Continua no mês de agosto...

PASTORAL MISSIONÁRIA

CUIDANDO BEM DE QUEM JÁ PARTICIPA, ACOLHENDO BEM QUEM NOS PROCURA E PROCURANDO PELOS AFASTADOS



DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DOS SACRAMENTOS


Recordando:

- De 2016 a 2017, a partir das Assembleias Paroquias e coordenação do Conselho Arquidiocesano de Missão e Pastoral - CAMP - foi elaborado o Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos. Da sua elaboração todos tiveram a oportunidade de participar com observações e sugestões, seja na fase de Esboço, como também como Texto Provisório.

- O Texto Oficial, depois de avaliado por 3 Especialistas - Dogmática, Direito Canônico e Pastoral - foi promulgado pelo Arcebispo no dia 15/11/2017.

- Agora, estamos na fase de sua implantação em todas as Paróquias da Arquidiocese.

- Em 2024 será realizada a sua Avaliação, com as atualizações que se fizerem necessárias.

Sempre agradecido!

Pe. José Hergesse - Coordenador Arquidiocesano de Pastoral

Continuação...

O SACRAMENTO DA EUCARISTIA
3ª PARTE - ORIENTAÇÕES PASTORAIS

A PREPARAÇÃO DAS CRIANÇAS PARA A 1ª EUCARISTIA

- Preparar as crianças para a vida eucarística é dever, em primeiro lugar, dos pais ou responsáveis. Deve ser estimulada a sua participação no processo catequético.

- A preparação para a 1ª Eucaristia de crianças, quanto ao tempo de duração, seja de 3 anos.

- No momento da inscrição para a preparação à 1ª Eucaristia a criança deve estar com 8 anos completos.

- As crianças que ainda não foram batizadas, começam a preparação para a 1ª Eucaristia e depois de um tempo de preparação, não inferior a 6 meses, receberão o Sacramento do Batismo.

- A Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia esteja também preparada para receber crianças que se apresentam em outros períodos do ano, com dinâmica específica de acompanhamento, evitando, desse modo, que a criança se sinta recusada, e, assim, tendo que esperar pelo início do próximo ano, corra o risco de desanimar, desistir e se afastar.

- A preparação seja confiada a Catequistas com boa capacitação doutrinal e espiritual e comprovado testemunho de vida cristã, sob a supervisão do Pároco ou do Coordenador da Capela.

- A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia indique 3 opções de subsídios catequéticos, deixando livre a escolha de um deles por parte das Paróquias.

- A preparação seja feita nas Paróquias, Capelas ou Comunidades Eclesiais.

- A catequese de preparação para a Eucaristia não deve ser considerada de forma isolada, mas integrada ao contexto da Iniciação Cristã como um todo e inserida num processo de formação contínua.

- A metodologia adotada, sem deixar de ser querigmática e mistagógica , deve ter em conta as modernas orientações da pedagogia, utilizando linguagem acessível às crianças e recursos didáticos apropriados para explicar a fé e motivar na criança o seguimento de Jesus e a inserção na vida da Igreja.

- Nos encontros de Catequese, além da formação doutrinária e da preparação específica para determinado sacramento, o catequizando deverá receber também uma formação humana e cristã integral, que o capacite a viver e atuar como cristão, testemunha do Evangelho e agente de transformação nos diversos ambientes de que participa.

- A Renovação das Promessas Batismais, quando possível, seja realizada antes da celebração da primeira Eucaristia, levando pais e padrinhos a reassumir com maior ardor o “sim” oferecido junto à pia batismal de seus filhos e afilhados, estimulando-os a continuar acompanhando o catequizando no caminho do ser Igreja. Ou, então, na Missa de 1ª Eucaristia.

- A transferência da preparação para a 1ª Eucaristia de uma Paróquia para a outra, seja assinada pela Coordenadora Paroquial da Pastoral da Catequese de 1ª Eucaristia e, se for o caso, também pelo Pároco ou por aquele que faz sua vez.

- Durante a preparação, as crianças e adolescentes, juntamente com suas famílias, sejam incentivados e orientados para uma participação mais constante na celebração da Missa dominical.

- Os catequizandos sejam formados para a leitura da Bíblia e para a oração diária, para o sentido missionário da fé, sua pertença à Igreja e participação em sua missão.

- Sejam também incentivados a reconhecer que Deus chama o cristão para diversas vocações e ministérios na Igreja, entre elas, a vida sacerdotal e religiosa consagrada, a vida da família cristã, dispondo-os assim a servir ao Senhor segundo esses carismas.

- Em data próxima à celebração da 1ª Eucaristia, realize-se a 1ª Confissão, feita individualmente, depois de uma Celebração Penitencial adequada, quando se evidencia a presença de Cristo Salvador que perdoa.

- Os confessores, por ocasião da 1ª Confissão, tenham especial cuidado em relação às crianças, evitando criar constrangimentos desnecessários e dificuldades futuras.

A PREPARAÇÃO DOS PAIS

- Cada comunidade, ao preparar crianças e adolescentes para 1ª Eucaristia, reserve um tempo para a preparação dos pais dos neocomungantes.

- Nesses encontros sejam retomados os temas centrais da fé cristã, com o objetivo de revigoramento do seu testemunho de fé, através da participação na vida sacramental e apostólica da Igreja.

- Sejam criadas oportunidades para os pais e outros familiares dos catequizandos se aproximarem dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia, dispondo-os, assim, à plena participação com seus filhos.

A CELEBRAÇÃO DA 1ª EUCARISTIA.

- As celebrações da 1ª Eucaristia revistam-se de aspecto litúrgico festivo, que não haja celebrações individuais, mas tenham verdadeiramente o aspecto comunitário. Sejam realizadas, preferencialmente aos domingos ou em dias santificados, em horário adequado à plena participação da comunidade.

- Não se façam celebrações de 1ª Eucaristia em dias de Festa do Padroeiro, dia de encerramento de missões populares, de bodas ou outros eventos, pois o centro litúrgico de interesse deixará de ser a presença das crianças e adolescentes que celebram a sua 1ª Eucaristia.

- As celebrações sejam realizadas nas Matrizes das Paróquias, Capelas ou Lugares de Culto das Comunidades, de comum acordo com o Pároco e demais responsáveis.

- O Pároco, de preferência, deverá presidir a celebração da 1ª Eucaristia ou, em seu lugar, um outro sacerdote da Arquidiocese e por ele designado.

- A celebração da Missa da 1ª Eucaristia seja preparada por outros catequistas e catequizandos, garantindo uma maior tranquilidade os neocomungantes, parentes e Catequistas mais diretamente envolvidos na celebração.

- Empenhem-se os Párocos ou responsáveis, para que o número dos neocomungantes não seja excessivo em cada celebração. O bom senso pastoral indicará qual possa ser o número ideal de neocomungantes em cada Missa de 1ª Eucaristia. - Sejam as celebrações da 1ª Eucaristia revestidas de simplicidade, não sejam excessivamente prolongadas, porém, belas e participadas.

- As vestes dos neocomungantes sejam simples e de bom gosto, evitando-se o luxo, o exótico , os gastos inúteis e a desigualdade entre os comungantes. As igrejas sejam ornamentadas com simplicidade, sem excessos.

- Os cantos sejam conhecidos de modo que permitam a participação de todos. O acompanhamento dos instrumentos seja adequado e moderado.

- Evitem-se iniciativas ou inovações de ritos que venham transformar as celebrações mais em teatro que verdadeira Liturgia.

- Os fotógrafos e cinegrafistas sejam delicadamente convidados a colaborar com a celebração, evitando a dispersão da assembleia. O bom senso do Pároco e da Coordenação Paroquial da Catequese deverá definir os momentos em que as fotografias e filmagens deverão ser realizadas.

- Aconselha-se vivamente que cada Paróquia tenha um Livro de Assentamento das 1ªs Eucaristias nela realizadas.

APÓS A PRIMEIRA EUCARISTIA.

- Seja dado um acompanhamento pastoral aos recém-iniciados na vida eucarística. Sinta-se a comunidade Paroquial responsável pelo seu acompanhamento e amadurecimento na fé.

- Este acompanhamento poderá se realizar de diversas formas, entre outras:
1- Implantação nas Paróquias da Pastoral dos Adolescentes, da Perseverança ou Infância e Adolescência Missionárias.
2- Formação de grupos de evangelização com adolescentes e pré--adolescentes.
3- Aproveitamento de crianças e adolescentes para o exercício de funções litúrgicas, como Coroinhas e Acólitos.
4- Encontros específicos para crianças e adolescentes, com manhãs ou tardes de formação.
5- Encaminhamento dos adolescentes para o a preparação para a Crisma, quando chegar o momento apropriado.
6- Celebrações penitenciais para crianças e adolescentes.



O CULTO DE ADORAÇÃO À SANTÍSSIMA EUCARISTIA

- Cuide-se para que os Sacrários para a colocação do Santíssimo Sacramento, sejam feitos de material resistente, com suficiente garantia de inviolabilidade e fixos nos lugares onde estão colocados.

- Haja um cuidado especial com a chave do Sacrário, e quando possível uma Capela especial para o Santíssimo Sacramento.

-Multipliquem-se momentos especiais de adoração e de louvor à Santíssima Eucaristia, realizando Exposições solenes, Horas Santas, Bênçãos do Santíssimo Sacramento.

- Os fiéis incentivados a reconhecerem no dia a dia a presença real de Cristo na Eucaristia, dando sentido aos gestos de genuflexão ao Santíssimo Sacramento ao entrar e sair da Igreja, ou Capela do Santíssimo quando houver e da adoração silenciosa às sagradas espécies conservadas nos sacrários.

-Mantenha-se sempre acesa a lâmpada do Santíssimo Sacramento, como indicativa da presença real de Cristo que se faz Eucaristia. É mais adequado ao símbolo eucarístico o uso de velas naturais ou lâmpadas a óleo que se consomem , o que não impede o uso de lâmpadas elétricas próprias.

- Cuide-se que o Templo e, de modo especial, a Capela do Santíssimo Sacramento sejam respeitados como lugares sagrados, propiciando clima de silêncio e oração, especialmente para a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.

- Deve-se cuidar que nas exposições transpareça claramente a relação do culto do Santíssimo Sacramento com a Missa. Evite-se na exposição todo aparato que de qualquer modo possa contrariar o desejo de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia, sobretudo para nos servir de alimento, remédio e conforto.

- Durante a exposição do Santíssimo Sacramento proíbe-se a celebração da Missa no mesmo recinto da igreja ou oratório.

- Devido à natureza da celebração sagrada da Missa, o Cristo não deve estar eucaristicamente presente desde o início da celebração sobre o altar onde se celebra a Missa, pois esta presença é fruto da consagração e deve aparecer como tal.

- Se a exposição se estender por um ou mais dias, deverá ser suspensa durante a celebração da Missa, a não ser que seja celebrada em capela separada da nave onde se faz a exposição, e ao menos alguns fiéis permaneçam em adoração.

- O ministro ordinário da exposição do Santíssimo Sacramento é o Sacerdote ou o Diácono que, no fim da adoração, antes de repor o Sacramento, abençoa com ele o povo.

- Na ausência do Sacerdote e do Diácono, ou estando legitimamente impedidos, poderão expor publicamente a Santíssima Eucaristia para a adoração dos fiéis e depois repô-la, o Acólito instituído e outro Ministro Extraordinário da Comunhão Eucarística A estes não é permitido, no entanto, dar a bênção com o Santíssimo Sacramento.

- Para a exposição do Santíssimo Sacramento, sua adoração e bênção, sejam sempre rigorosamente seguidas as normas e rituais próprios, conforme os apresenta o Ritual para o culto eucarístico fora da Missa.

- As procissões internas com o Santíssimo Sacramento sejam realizadas após a benção final, ou, pelo menos, depois da Oração após a Comunhão, com os devidos cuidados, evitando alimentar nos participantes uma visão mágica ou distorcida da Eucaristia, com a necessidade de toques e beijos diretos no Cibório ou Ostensório.

- Por outro lado, os fieis sejam acolhidos e ajudados para que compreendam a importância da Eucaristia como alimento espiritual que nutre a Fé, incentiva a Esperança e fortalece a Caridade. Que sejam também orientados quanto ao valor da Eucaristia como instrumento e expressão de comunhão entre os irmãos e irmãs e de partilha solidária dos bens espirituais e materiais.

EXPOSIÇÃO E BÊNÇÃO DO SANTÍSSIMO

- O Ritual de Bênção do Santíssimo Sacramento propõe os seguintes momentos que deverão ser sempre respeitados: Exposição, Adoração, Bênção e Reposição.

- Exposição: Reunido o povo, o ministro aproxima-se do altar, ao som de um canto eucarístico, se for oportuno. Se o Sacramento não se encontrar no altar da exposição, o ministro, de véu umeral, vai buscá-lo, no lugar onde é conservado. O cibório ou ostensório é colocado sobre a mesa do altar coberta com toalha e sobre um corporal aberto.

- Se a exposição for mais prolongada e com ostensório, pode-se usar um trono em lugar bem destacado; cuide-se, porém, que não esteja demasiado alto e distante. Feita a exposição, se for com ostensório, o ministro incensa o Sacramento. Se a adoração se prolongar por mais tempo, o ministro, feita a devida reverência, pode retirar-se.

- Se a exposição for mais solene e prolongada, a hóstia seja consagrada na Missa que precede imediatamente a exposição e colocada no ostensório sobre o altar depois da Comunhão. A Missa terminará com a Oração Pós-Comunhão, omitindo-se os ritos finais. Antes de se retirar, o sacerdote coloca o Sacramento sobre o trono, se for o caso, o incensa.

- Adoração: Durante a exposição, as orações, cantos e leituras devem ser organizados de tal modo que os fiéis, em fervorosa oração, se dediquem ao Cristo Senhor. Para favorecer a oração interior usar-se-ão leituras da Sagrada Escritura com Homilia ou breves exortações que despertem maior estima pelo Mistério Eucarístico. Convém ainda que os fiéis respondam à Palavra de Deus por meio do canto. É conveniente que em momentos apropriados se guarde um silêncio sagrado.

- Durante a exposição mais prolongada do Santíssimo Sacramento, pode se celebrar também alguma parte da Liturgia das Horas, sobretudo as Horas principais; na verdade, por ela os louvores e as ações de graças tributados a Deus na Celebração Eucarística estendem-se às diversas horas do dia, e as preces da Igreja se dirigem a Cristo e por Cristo ao Pai em nome de toda a humanidade.

- Bênção: Ao término da adoração, o sacerdote ou o diácono aproxima-se do altar, faz genuflexão e se ajoelha; entoa-se o hino ‘Tão sublime Sacramento’ ou outro canto eucarístico. Enquanto isso, o ministro, de joelhos, incensa o Santíssimo Sacramento, quando a exposição for com ostensório. Faz a Oração própria da Benção. Terminada a Oração, o sacerdote ou o diácono, de véu umeral, faz genuflexão, toma o ostensório ou o cibório e com ele traça, em silêncio, o sinal da cruz sobre o povo.

- Reposição: Dada a bênção, o próprio sacerdote ou o diácono que deu a bênção, reza o Bendito seja Deus... Deus e Senhor Nosso. Em seguida, o sacerdote ou diácono repõe o Santíssimo Sacramento no sacrário, faz genuflexão enquanto o povo, se for oportuno, profere algum canto de aclamação; por fim, se retira. - O povo cristão dá um testemunho público de fé e piedade para com o Santíssimo Sacramento nas procissões em que a Eucaristia é levada pelas ruas em rito solene com cantos e orações, especialmente na Solenidade do Corpo e Sangue do Senhor, Corpus Christi.

- Convém que a procissão, na Solenidade de Corpus Christi, com o Santíssimo Sacramento se realize após a Missa na qual se consagrará a hóstia a ser levada na procissão. Nada impede que a procissão seja feita também após uma adoração pública e prolongada, mas sempre depois da Missa e não antes dela.

- Ao buscar as Hóstias no Sacrário, o Ministro abre o Sacrário com respeito, fazendo a genuflexão, ao abri-lo e fechá-lo, a menos que esteja carregando consigo o Santíssimo Sacramento.

- O Santíssimo Sacramento deverá ser sempre colocado sobre um corporal aberto.

- Ao entregar a Comunhão o Ministro deve apresentar a Hóstia dizendo “o Corpo de Cristo” e o comungante responderá “Amém”. Outras expressões, posições ou gestos não deverão obscurecer a realidade eucarística apresentada.

- A comunhão deverá ser entregue na língua ou na mão, devendo ser respeitado o desejo do comungante. Orientem-se os fiéis sobre o modo correto de se apresentar à comunhão, especialmente quando esta for dada sob duas espécies.

- A respeito da comunhão sob as duas espécies, observe-se o disposto na Instrução Geral sobre o Missal Romano (nº 281- 287) ou no Diretório Litúrgico da CNBB.

- Quando, ao distribuir a Comunhão, cair alguma partícula no chão, o Ministro deve consumi-la ou, então, colocá-la no purificatório junto ao Sacrário, se tiver caído da boca do comungante ou em lugar sujo. Não havendo purificatório, o Pároco orientará como proceder.

- Se o ministro está com o Santíssimo nas mãos, não se faz reverência ao Presidente da Celebração, nem ao altar, nem ao Tabernáculo.

- O Santíssimo Sacramento tem sempre a precedência. Nunca se deve levar o Santíssimo numa mão e ter a outra ocupada.

ORIENTAÇÕES PARA A COMUNHÃO AOS ENFERMOS.

- Para levar a Sagrada Comunhão aos Enfermos o MECE deve usar traje digno, observando o já acima disposto.

- As Hóstias consagradas serão levadas na “teca”, guardada em bolsa própria. Durante o trajeto, o Ministro deve conservar uma atitude de respeito e oração e evitar encontros e conversas fúteis. Ao encontrar outras pessoas, tratá-las com simplicidade e espírito fraterno.

- No caso de enfermos o MECE deve seguir o Rito próprio para a distribuição da Sagrada Comunhão aos enfermos, procurando partilhar, quando possível, junto com o Pão eucarístico, o Pão da Palavra.

- Durante a celebração, a teca deve ser colocada sobre o corporal, deve ser acesa ao menos uma vela e que haja para a purificação dos dedos um recipiente com água. Um outro copo com água poderá estar disponível, caso o doente necessite de um pouco d’ água durante a celebração.

- Ao distribuir a Comunhão, se a partícula vier a cair, deve consumi-la , ou, então, guardá-la na “teca” e depois colocá-la no purificatório.

- Se o enfermo não puder comungar a Hóstia inteira, o MECE deverá fracioná-la e, se for necessário, servi-la numa colher com água.

- A água que o MECE purificar os dedos deverá ser jogada num vaso com plantas ou em lugar adequado, jamais no esgoto comum.

- A teca, sempre que for usada e aparecerem fragmentos das Hóstias consagradas, deverá ser purificada. Recomenda-se cuidar para que pequenos fragmentos de pão eucarístico não se percam. A água poderá ser consumida. Para enxugá-la, deve ser usado o sanguíneo.

- O sanguíneo e o corporal deverão ser lavados somente pelo MECE e a água será jogada conforme orientação dada acima.

- Sobre o jejum eucarístico, o cânon 919 § 1º do Código de Direito Canônico assim prescreve: “Quem vai receber a Santíssima Eucaristia abstenha-se de qualquer alimento ou bebida, excetuando-se somente água ou remédio, no espaço de, ao menos, uma hora antes da sagrada comunhão”, mas pessoas idosas e doentes, bem como as que cuidam delas, podem receber a Santíssima Eucaristia, mesmo que tenham tomado alguma coisa na hora que a antecede”.

- Se sobrarem muitas Hóstias levadas para a comunhão aos doentes, o MECE deverá devolvê-las à Igreja. Se são poucas, poderá consumi-las.

- O MECE deverá obter a permissão do Pároco para começar a levar a comunhão a cada enfermo que a solicitar e, quando necessário, deverá providenciar primeiramente a sua Confissão.

Cessando a impossibilidade da participação na comunhão dentro da própria Missa, o MECE deverá comunicar ao Pároco e deixar de levá-la à casa de quem a solicitou.

ORIENTAÇÕES PARA MISSA DE CORPO PRESENTE

- Considerando que em razão da escassez de sacerdotes não poderão ser atendidas todas as famílias, por esse motivo, não são celebradas Missas de Corpo Presente.

- A exceção é feita no falecimento de Sacerdotes, Diáconos, Irmãos Religiosos, Religiosas, Seminaristas, pais e irmãos de Sacerdotes e Religiosos (as).

ORIENTAÇÕES PARA MISSAS DE FORMATURA

- Quanto ao local, fica a critério do Pároco, podendo ser na própria Escola, na igreja Matriz ou Capela.

- Quanto ao dia e horário, a comissão de formatura poderá escolher de conformidade com o Pároco.

- Quando as Missas de formatura forem aos sábados ou domingos, observe-se o horário das Missas dominicais.

- Para presidir a celebração da Missa de Formatura, o Padre convidado, deve ter a autorização do Pároco local.

- Os alunos devem ser preparados para as Missas de Formatura.

- Não se entreguem diplomas na igreja após a Missa.

- Não se celebrem cultos ecumênicos por ocasião das formaturas, sem a prévia autorização do Arcebispo.

A PASTORAL DA CATEQUESE DE ADULTOS

- A Pastoral da Catequese de Adultos tem por objetivo acolher e preparar as pessoas adultas já batizadas que procuram pelos outros Sacramentos da Iniciação Cristã, a Eucaristia e Crisma, e quando, se coabitando ou casadas somente no civil, para regularizar o Sacramento do Matrimônio.

- A Coordenação Arquidiocesana da Pastoral da Catequese de Adultos deve indicar ou preparar os subsídios e as dinâmicas que serão usadas nos seus Encontros.

- Cada Paróquia, considerando as circunstâncias atuais, como exemplo, estudo e trabalho, encontre o justo equilíbrio na duração do tempo a ser estabelecido para a dita preparação.

- Em princípio, a preparação para os Sacramentos sob a orientação da Pastoral da Catequese de Adultos seja, pelo menos, de 16 encontros, com duas horas de duração cada.

- Se o casal está amasiado ou casado somente no civil, caso não esteja impedido por vínculo precedente, ao concluir os encontros da Pastoral da Catequese de Adultos, primeiro se casa no religioso, se confessa, faz a 1ª Eucaristia ou volta a comungar, e depois recebe a Crisma.

CATEQUESE E PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

- Nas Paróquias, a Catequese esteja preparada para acolher e acompanhar crianças, adolescentes e adultos portadores de necessidades especiais, conforme orientações do Diretório Nacional de Catequese, nºs 202 a 208.

- CATEQUESE PERMANENTE

- O caminho de formação do cristão, na tradição mais antiga da Igreja, ‘teve sempre um caráter de experiência, na qual era determinado o encontro vivo e persuasivo com Cristo, anunciado por autênticas testemunhas.

- Trata-se de uma experiência que introduz o cristão numa profunda e feliz celebração dos Sacramentos, com toda a riqueza de seus sinais. Desse modo, a vida vai se transformando progressivamente pelos santos mistérios que se celebram, capacitando o cristão a transformar o mundo. Isto é o que se chama “catequese mistagógica”.

- Seja reconhecida, valorizada e incentivada a Escola Teológica Santana, como instrumento privilegiado de Catequese Permanente, em toda a Arquidiocese.

MISSÃO E FORMAÇÃO DOS CATEQUISTAS EM GERAL

- Numa visão geral, o Catequista se equipara ao evangelizador ou missionário. São catequistas todas as pessoas que anunciam a outras a mensagem cristã, levando-as a conhecer a Deus e a seguir os passos de Jesus.

- A vocação catequética “é uma realização da vocação batismal. Pelo batismo, todo cristão é mergulhado em Jesus Cristo e participa de sua missão profética: proclamar o Reino de Deus. Pela Crisma, o catequista é enviado para assumir sua missão de dar testemunho da Palavra com força e coragem.” (Estudo da CNBB no 59: “Formação de Catequistas”, no 44).

- O Catequista deve ser pessoa de fé madura e esclarecida, de vivência espiritual profunda e oração frequente, que manifeste docilidade à ação do Espírito Santo e um sincero interesse pelo Reino de Deus, que se deixe formar constantemente no seguimento de Jesus Cristo em comunhão com a Igreja, na escuta atenta e orante da Palavra de Deus, na vivência dos valores e do mistério cristão na práxis da Liturgia e nos Sacramentos, com espírito de serviço e de comunhão.

- Além de ser pessoa de fé, é indispensável que o Catequista seja também pessoa psicologicamente equilibrada. Portanto, na formação dos Catequistas, um dos objetivos é promover o desenvolvimento de sua personalidade humana, seu crescimento e amadurecimento como pessoa, incluindo o equilíbrio emocional, a educação da afetividade, a valorização de si mesmo e dos outros, bem como o aprofundamento das motivações que o chamam ao trabalho catequético.

- A formação dos Catequistas deve também desenvolver e aprimorar suas qualidades pedagógicas, sua capacidade de transmitir a outros, com fidelidade e eficácia, a fé e os ensinamentos da Igreja, que ele próprio professa e vive. Continua no mês de agosto...

PASTORAL MISSIONÁRIA

CUIDANDO BEM DE QUEM JÁ PARTICIPA, ACOLHENDO BEM QUEM NOS PROCURA E PROCURANDO PELOS AFASTADOS



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O SACRAMENTO DA EUCARISTIA - 3- ORIENTAÇÕES PASTORAIS


- Sejam seguidas, em tudo, as normas estabelecidas pelo Missal Romano e as orientações emanadas pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

- Como objetivo de respeitar e valorizar a Eucaristia, enquanto Oração comum de todos os batizados, ápice e centro da vida da Igreja, evitem-se expressões que possam limitar essa realidade de totalidade, tais como Missa de Crianças, de Jovens, Sertaneja, Carismática, de Cura e Libertação e outras parecidas.

- O Altar é o centro de toda a celebração eucarística. Seja mantido, portanto, em lugar fixo e central, para onde se volte a atenção de toda a Assembleia dos fiéis, e coberto com toalha branca, limpa e bem disposta, mas sem perder a sua inteira visibilidade.

- Sobre o altar ou perto dele, dispõem-se, em qualquer celebração, pelo menos dois castiçais com velas acesas, ou quatro ou seis, sobretudo no caso da Missa dominical ou festiva de preceito, e até sete, se for o Arcebispo a presidir.

- Igualmente, sobre o altar ou perto dele, haja uma cruz, com a imagem de Cristo crucificado. Os castiçais e a Cruz ornada com a imagem de Cristo crucificado podem ser levados na procissão de entrada.

- Também se pode colocar sobre o altar o Evangeliário, distinto do livro das outras leituras, a não ser que ele seja levado na procissão de entrada. O Evangeliário, por sua vez, seja mantido sobre o altar de acordo e nos momentos prescritos pela liturgia.

- As velas deverão ser acesas, toda vez que se realizarem celebrações litúrgicas da Eucaristia, dos outros Sacramentos e da Palavra.

- O Círio pascal deve ser aceso em todas as celebrações litúrgicas mais solenes do Tempo Pascal, tanto para a Missa como em “Laudes” e Vésperas.

- Depois do dia de Pentecostes, o Círio pascal conserva-se honorificamente no Batistério, para se acender na celebração do Batismo e dele se acenderem as velas dos batizados. Nas igrejas onde não há batistério, seja guardado em local adequado. Para a celebração das Exéquias, o mesmo deverá ser preparado junto do local onde se depõe o féretro.

- Os corporais, manustérgios e sanguíneos utilizados nas Celebrações eucarísticas devem ser lavados por pessoa responsável para tal, em bacia exclusiva para este fim e a água dessas lavagens deve ser colocada em locais adequados ou em vasos de planta.

- Para celebrar a Santa Eucaristia, como também para os demais Sacramentos, o Sacerdote deverá estar vestido com o traje litúrgico adequado, ao menos com túnica e estola da cor correspondente ao Tempo Litúrgico, ao próprio dos Santos ou ao Sacramento que celebra.

- A dignidade e o decoro da própria celebração litúrgica exige o necessário asseio, simplicidade e harmonia das alfaias, vestes, vasos e livros sagrados.


A PASTORAL DA LITURGIA E DO CANTO LITÚRGICO


- Sejam constituídas nas Paróquias as Pastorais da Liturgia e do Canto Litúrgico, com suas respectivas Equipes, para promover a participação ativa, incentivar as aclamações dos fiéis, as respostas, a salmodia, as antífonas, os cânticos, bem como as ações, gestos e atitudes, e que seja observado, a seu tempo, o silêncio sagrado.

- Nas celebrações litúrgicas, Ministro ou fiel, exercendo seu ofício, faça tudo e só aquilo que pela natureza da coisa ou pelas Normas Litúrgicas lhe compete.

- Os Coroinhas, Acólitos, Sacristãos, Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística, Leitores, Animadores ou Comentaristas e membros do grupo de Canto Litúrgico exerçam sua função com piedade sincera e ordem, imbuídos de espírito litúrgico e preparados para executar as suas partes, perfeita e ordenadamente.

- As Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico deverão preparar bem as celebrações com a devida antecedência, evitando improvisações ou acertos de última hora.

- As Equipes de Liturgia devem combinar com o Presidente da Celebração sobre as iniciativas propostas para as celebrações litúrgicas e as motivações especiais, 7º Dia, aniversários...

- As Intenções de Missa, enquanto possível, sejam marcadas na Secretaria Paroquial, com as pessoas sendo orientadas quanto à participação na celebração eucarística na qual a intenção é aplicada.



- Na preparação das celebrações é importante que as Equipes considerem os seguintes aspectos:

1º passo - Situar a celebração no tempo litúrgico: não se celebra do mesmo modo Quaresma e Tempo Pascal. Situar a celebração na vida da Comunidade: levar em conta os acontecimentos que marcam a vida da comunidade e outras motivações especiais que marcam a celebração: mês vocacional, mês da Bíblia, ou data especial.

2º passo - Conhecer quais são as leituras da Palavra de Deus propostas para a ocasião e refletir sobre elas, bem como sobre as orações do dia.

3º passo - À luz dos passos anteriores (tempo litúrgico, vida da comunidade e Palavra de Deus), levantam-se, de modo criativo, propostas a respeito dos vários elementos da celebração (ritos, símbolos, cantos, preces...), respeitando a índole das diversas partes da celebração eucarística e evitando sobrecarregá-la.

4º passo - Elaborar, por escrito, roteiro a ser proposto (o que fazer durante a celebração?) e a distribuição das tarefas (quem o faz?) envolvendo o número adequado de pessoas que estejam em condições de assumir as respectivas funções.

- Para realizar o acima exposto, é indispensável que as Equipes promovam reuniões periódicas para a adequada preparação da Liturgia e que os membros das Equipes cheguem à igreja com a devida antecedência, colocando-se, inclusive, em clima de oração.

- Ter sempre presente a especial importância do trabalho das Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico na preparação das celebrações: sua tarefa principal será sempre a de estar a serviçoda assembleia litúrgica, ajudando-a a participar ativamente, rezando, contando e fazendo silêncio.

- É, portanto, indispensável atuar como Equipe, isto é, assumir de modo corresponsável as diversas atividades desde a preparação até a sua execução.

- A comunhão fraterna e a participação de todos nas Equipes serão favorecidas e estimuladas pelas reuniões periódicas.



NA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA

- As leituras e o salmo propostos pela Igreja para cada dia ou celebração litúrgica, devem seguir o Diretório Litúrgico, principalmente nos domingos, festas e solenidades.

- As Leituras e o Salmo Responsorial sejam sempre proclamados no Ambão, mesa reservada exclusivamente à proclamação da Palavra de Deus, que deverá estar devidamente ornamentada e situada em local de destaque, ressaltando a dignidade da Palavra de Deus.

- O Animador ou Comentarista deverá utilizar uma estante à parte, mais simples do que a da mesa da Palavra.

- As preces da comunidade também serão feitas no Ambão ou Mesa da Palavra.

- As leituras e o canto do salmo sejam feitos diretamente da Bíblia, como texto aprovado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ou do Lecionário; na ausência destes, do próprio Folheto que a Assembleia está usando.

- Os leitores devem ser pessoas devidamente preparadas para esta função, conscientes que ocupam lugar de destaque e responsabilidade na Liturgia.

- A fim de evitar improvisação, os leitores deverão ser previamente orientados, recebendo, sempre que oportuno, o Ministério de Leitores.

- Orientem-se os Padres, Animadores ou Comentaristas, Leitores, e encarregados das preces, a respeito do uso adequado dos microfones e do modo correto da proclamação da Palavra de Deus.

- Os Leitores e o Salmista deverão participar da Celebração Eucarística em local próximo da Mesa da Palavra, de acordo com a índole do ministério que desempenham, bem como, para evitar dispersar a atenção da assembleia ao locomover-se.

- Deverão também estar devidamente trajados, de modo condizente com a dignidade do ministério que exercem. Aqueles que recebem o ministério de Leitor deverão usar veste própria.

- Os comentários litúrgicos não devem ser longos, nem confundidos com homilia; breves, seu sentido é oferecer elementos que ajudem a compreensão do momento da celebração.

- A procissão com a Bíblia poderá ser feita com o objetivo de ajudar a comunidade a exprimir o valor da Palavra e a estimular uma atitude de escuta atenta. É aconselhável que seja feita antes da Liturgia da Palavra, para que centralize a atenção sobre a mesma.

- A Bíblia que entra na procissão seja colocada para as Leituras no próprio Ambão. Se o Lecionário já se encontra no Ambão, a Bíblia que entrou na procissão poderá ser conduzida à Sacristia ou ser colocada numa mesa, ao lado do Ambão, especialmente preparada.

- O Salmo Responsorial pode ser cantado desde que se respeite aquele que é proposto pela Igreja para aquela ocasião; não seja substituído por outro canto litúrgico.

- A Aclamação ao Evangelho proposta pelo Lecionário pode ser substituída por um canto apropriado à índole do momento, isto é, deve ser claramente um canto de aclamação aleluiática, exceto no Tempo Quaresmal, quando se omite o canto do Aleluia e se usam aclamações próprias.

- A Homilia, prática e breve, seja fundamentada na Palavra de Deus, nos Documentos da Igreja, nos ensinamentos de Teólogos aprovados pela Igreja e com o objetivo claro de nutrir a Fé, incentivar a Esperança e fortalecer a Caridade dos participantes.

- Às Preces dos Fiéis, além daquelas propostas pelos folhetos litúrgicos, poderão ser acrescentadas outras, incluindo as necessidades locais, eventos da comunidade, mas sem perder o seu caráter universal ou se estender demais.

- As cadeiras do Presidente da Celebração e dos Concelebrantes não deverão ser colocadas em frente do altar, a fim de respeitar a sua dignidade e não encobri-lo, mas em lugar mais adequado para a presidência da Assembleia Litúrgica.

- Usem-se unicamente as Orações Eucarísticas incluídas no Missal Romano ou legitimamente admitidas pela Sé Apostólica. Pela sua dimensão essencialmente eclesial, as Orações Eucarísticas aprovadas pela Igreja não podem ser modificadas ou substituídas por outras compostas privadamente.

- Não se deve utilizar o momento pós-comunhão para avisos e encenações que distraiam da oração e intimidade eucarística.

- Se houver avisos e comunicações a serem feitas, que sejam, de modo breve e claro, depois da Oração após a Comunhão e antes da bênção final. No caso de alguma apresentação ou mensagem, essa poderá ser feita após os avisos e comunicações.

- O Animador ou Comentarista deve antes combinar com o Presidente da Celebração a respeito do roteiro da celebração, avisos e comunicações. Não se deve dar aviso ou comunicações depois que o Presidente tiver despedido a Assembleia.



OS CÂNTICOS LITÚRGICOS


- Os cânticos constituem parte integrante da celebração litúrgica; são verdadeiras orações e não acessórios ou elementos secundários. É importante cantar a Liturgia e não na Liturgia.

- A Equipe do Canto Litúrgico deve ajudar toda a Assembleia a cantar. Mesmo em caso de coral, a sua função ordinariamente é a de incentivar, animar e sustentar o canto da assembleia, e não de substituí-lo.

- Os cânticos litúrgicos deverão acompanhar o tempo próprio do Ano Litúrgico, e os momentos litúrgicos em que são usados. Os Hinários Litúrgicos aprovados pela CNBB oferecem muitas opções para a escolha dos mesmos.

- Os instrumentos musicais devem auxiliar a participação de todos e não encobrir ou atrapalhar o canto da Assembleia. Observem-se as normas litúrgicas a respeito do uso de instrumentos musicais nos vários tempos litúrgicos, especialmente na Quaresma e no Advento.

- Quando se utiliza Folheto litúrgico, a escolha dos cantos deve, em primeiro lugar, levar em conta o que neles se propõe. Contudo o critério principal não será o folheto em si mesmo, mas a índole dos cantos propostos e da assembleia com a qual se celebra.

- É importante valorizar com o canto os seguintes momentos da celebração: Sinal da Cruz, Ato Penitencial, Glória, Creio, refrão da Oração dos fiéis, Santo, aclamações da Oração Eucarística, aclamação após a consagração (Anamnese), o Amém no final da Doxologia, a oração do Pai Nosso e o Cordeiro de Deus.

- Deve-se cuidar, todavia, para não sobrecarregar a celebração, prolongando-a indevidamente com excesso de cantos.

- O Ato Penitencial, o Glória, o Salmo, o Santo, o Creio e o Cordeiro não devem ser substituídos por outras letras, outros cantos religiosos ou por adaptações que não traduzam seu conteúdo essencial.

- O canto de Entrada acompanha a procissão do Presidente da celebração e seus auxiliares, introduzindo a comunidade no espírito da celebração: não deve ser prolongado além do necessário.

- Durante a consagração não se deve colocar fundo musical. Após a consagração, pode-se cantar a aclamação ao Mistério Eucarístico prevista no Missal. Essa Aclamação nunca poderá ser substituída por qualquer outro cântico religioso ou devocional.

- Cantos após a Comunhão não são parte obrigatória da celebração; quando propostos, devem respeitar o momento litúrgico, constituindo expressão clara de oração, adoração e louvor. Não devem ter a função de preencher tempo.

- Durante os cantos, gestos corporais poderão ser propostos, dependendo das circunstâncias, isto é, se contribuem para que a assembleia possa celebrar bem, sempre com decoro e moderação.

- A importância dos cantos não exclui a necessidade de momentos de silêncio que também fazem parte da Liturgia e contribuem para bem celebrar.

- A instalação do som e a afinação dos instrumentos deverão preceder a assembleia que começa a reunir-se para a celebração. Por isso, é necessário que os responsáveis estejam na igreja, pelo menos, 30 minutos antes do início das celebrações.

- Os grupos de Canto Litúrgico devem ensaiar os cantos e, se acharem conveniente, ensaiar com o povo antes das celebrações, pelos menos, os refrãos, evitando, porém, comentários desnecessários e atraso na celebração.

- O Coordenador do grupo de Canto Litúrgico deve antes combinar com o Presidente da Celebração os cantos que serão ou não cantados.



A PARTICIPAÇÃO DAS EQUIPES NAS CELEBRAÇÕES


- As Equipes de Liturgia e de Canto litúrgico devem se sentir parte integrante da assembleia litúrgica, procurando dar testemunho de participação atenta, de verdadeira piedade, nas orações, cantos, escuta da Palavra, na atenção à homilia e na comunhão.

- É necessário celebrar com o povo e não para o povo. Seu ministério é um modo de se celebrar e não mero cumprimento de funções enquanto outros celebram.

- O lugar das Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico deve favorecer a participação e a integração de seus membros na assembleia litúrgica. Devem estar sempre voltados para o altar e não de costas para o mesmo.

- As ações das Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico sejam testemunho e estímulo para a assembleia, evitando-se tudo o que possa atrapalhar e causar distração, como conversas, movimentação excessiva, acertos durante a celebração e idas à Sacristia.

- As Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico devem favorecer a pontualidade no início da celebração, a tranquilidade no decorrer da mesma e evitar o seu excessivo e inoportuno prolongamento.

- É importante que a Assembleia Litúrgica sinta-se bem acolhida pelas Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico. As Equipes poderão exprimir o acolhimento fraterno recebendo as pessoas às portas da Igreja ou através do momento da acolhida inicial.

- A participação dos membros das Equipes de Liturgia e de Canto Litúrgico na comunhão eucarística seja organizada de tal forma que ninguém deixe de comungar, por exemplo, para ficar cantando ou tocando, uma vez que o canto está a serviço da comunhão, jamais como sua substituição.

- Aconselha-se, onde isso é possível, que a Equipe de Canto Litúrgico comungue antes dos demais membros da assembleia.



A PREPARAÇÃO PARA A EUCARISTIA


- A necessidade de uma preparação dos que vão participar da Eucaristia brota da grandeza mesma do mistério da Fé que celebramos.

- A preparação para a 1ª Eucaristia exige o aprendizado do essencial da Doutrina Católica sobre o Credo, os Sacramentos, os Mandamentos e a Oração do Senhor; a formação para a vivência cristã no culto e no agir cristão no mundo, além da preparação específica e próxima para a recepção dos Sacramentos da Penitência e da Eucaristia.


Continua...

OBS – O texto oficial do Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos encontra-se na página da Arquidiocese no espaço Orientações.

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Pastoral Missionária
Cuidando bem de quem já participa, acolhendo bem quem nos
procura e procurando pelos afastados







SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO - 3ª PARTE: ORIENTAÇÕES PASTORAIS



A PASTORAL FAMILIAR
- A família sempre foi de grande importância para a Igreja, pois é através dela que o ser humano começa sua vida, forma sua base.
- A Pastoral Familiar tem como missão ser misericordiosa, acolhedora, integrada, defensora da vida e dos valores cristãos, valorizadora do sacramento do Matrimônio e formadora de Igrejas domésticas e comunidades de amor.
- A Pastoral Familiar surgiu da necessidade de atuação da Igreja junto às famílias devido às amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura, pondo em questão esta instituição que constitui o cerne da sociedade.
- A Pastoral familiar destina-se a todos os tipos de pessoas e famílias para ajudá-las e servi-las: famílias bem constituídas, desestruturadas, futuras famílias, famílias em situação de miséria, distanciadas da vida da Igreja, discriminadas, de migrantes, mães e pais solteiros, pessoas sem família, divorciadas, em 2ª União, viúvos e em toda situação familiar que necessite de ajuda e acolhimento.
- Que a Pastoral Familiar não se apresente tão somente como um grupo a mais na Paróquia, mas que seja o esforço conjunto de todas as Pastorais e Movimentos para que a Família esteja no centro e como meta de todas as atividades pastorais.


A PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÔNIO
- Os noivos devem ser crismados, e os que ainda não receberam o sacramento da Crisma devem ser encaminhados à Pastoral da Catequese de Adultos. Se não for possível completar a Iniciação Cristã antes do casamento, no caso os sacramentos da Eucaristia e da Crisma, sejam os mesmos incentivados a fazê-lo depois.
- O conteúdo do Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio deve seguir as orientações da Pastoral Familiar, com a apresentação dos elementos fundamentais da vida familiar cristã católica e as informações necessárias para o Processo de Habilitação Matrimonial e a celebração do casamento.
- De acordo com a Familiaris Consortio, a preparação para o Matrimônio, comporta três momentos: preparação remota, próxima e imediata.
- A preparação remota pode ser realizada, sob a coordenação de uma equipe da Pastoral Familiar, quem sabe a mesma que organiza os Encontros de Noivos, mas com encontros paroquiais mensais ou bimestrais, onde são tratados temas diversos relacionados ao sacramento do Matrimônio e à espiritualidade familiar.
- O Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio, aconselha-se que seja realizado, no mínimo, seis (6) meses antes da data do casamento.
O Encontro de preparação dos Noivos para o Matrimônio pode ser feito em qualquer Paróquia católica, sempre de acordo com as orientações da Paróquia onde o Curso é realizado.
- A validade do Certificado do Encontro de Preparação dos Noivos para o Matrimônio na Arquidiocese é de um (1) ano.


O PROCESSO DE HABILITAÇÃO MATRIMONIAL
- Na Arquidiocese de Botucatu o Processo de Habilitação Matrimonial poderá ser feito diretamente na Paróquia onde será realizado o casamento, dispensando, desse modo, a Transferência.
OBS: Esse procedimento pode ser adotado se facilitar para os Noivos. Caso contrário, segue o procedimento normal.
- Para dar início ao Processo de Habilitação Matrimonial, os noivos, com a documentação completa, devem procurar a Paróquia onde pretendem se casar, no mínimo, três (3) meses antes da data prevista para o casamento.
- O Ministro Assistente, seja o próprio Pároco ou alguém por ele delegado e o Processo de Habilitação Matrimonial, com a Ata e as assinaturas, deixado na Secretaria Paroquial onde foi realizado o Processo de Habilitação Matrimonial, para os devidos registros e encaminhamentos.
- A Transferência se faz necessária quando o casamento for realizado em outra Diocese ou de outra Diocese seja proveniente.
OBS: Para outra ou de outra Diocese a transferência sempre se faz necessária.


A CELEBRAÇÃO DO MATRIMÔNIO
- Considera-se assistente do Matrimônio somente aquele que, estando presente, solicita a manifestação do consentimento dos contraentes, e a recebe em nome da Igreja.
- Somente são válidos os matrimônios contraídos perante o Arcebispo ou o Pároco, ou um Sacerdote ou Diácono delegado por qualquer um dos dois como Assistente.
- As celebrações do Matrimônio devem ser revestidas de cuidado e dignidade.
- Cada Paróquia deve definir claramente os horários disponíveis para a celebração do Matrimônio, tendo em vista intervalos razoáveis.
- O sacramento do Matrimônio entre católicos seja celebrado na igreja Matriz, Capela ou num local em que a comunidade se reúna para a celebração da santa Missa, e de acordo com a programação estabelecida pela Paróquia.
- Na Arquidiocese de Botucatu, o Pároco está autorizado pelo Arcebispo para realizar a celebração do sacramento do Matrimônio em outro local conveniente dentro do território da Paróquia onde é Pároco, ou do município, em se tratando de municípios com mais de uma Paróquia.
- Por local conveniente, entenda-se um ambiente que esteja de acordo com a dignidade do Sacramento, que não seja de propriedade ou esteja vinculado ao uso próprio ou contínuo de outros grupos religiosos e que os responsáveis pela festa sejam orientados quanto à proibição de bebida Alcoólica antes da celebração do casamento.
- A Paróquia onde foi realizado o Matrimônio, depois da realização do mesmo, fará a comunicação para as Paróquias de origem dos nubentes, mas a documentação permanece na Paróquia onde o casamento foi realizado.
- Não são permitidos qualquer rito ou cerimônia religiosa que simulem ou substituam o casamento religioso católico entre pessoas não habilitadas para o casamento perante a Igreja, como exemplo, casais amasiados, casados somente no civil ou em 2ª União.


A PARTICIPAÇÃO NA CELEBRAÇÃO
- Tempo e disposição são exigências para uma celebração bonita e tranquila. É indispensável, pois, que haja pontualidade, especialmente por parte dos noivos e padrinhos. A celebração que começa no horário evita nervosismo, atropelos e abreviações.
- Recomenda-se que se evitem o luxo e o excesso de ornamentação, onde for celebrado o sacramento do Matrimônio. E, na escolha de pajens e daminhas de honra, dê-se preferência a crianças que já tenham consciência do que estão fazendo.
- Os noivos não celebram o casamento sozinhos, mas diante de Deus, da Igreja e da comunidade reunida. Os presentes, participantes de um casamento, são testemunhas, diante da Igreja e da sociedade, do caráter público desse compromisso matrimonial: todos se comprometem na oração e no apoio ao novo lar que se inicia.
- Sejam escolhidas 02 (duas) pessoas, com 16 anos completos, como testemunhas, com suas respectivas assinaturas na Ata do casamento.
- Enquanto possível, que essas testemunhas sejam conscientes do significado do Sacramento do Matrimônio, crismadas e, se coabitando maritalmente casadas no Religioso. No caso de dificuldades em encontrar as Certidões de Crisma e de Casamento, que a confirmação seja sob juramento.
- Quanto a presença de outras testemunhas informais, fica a critério de cada Paróquia, de comum acordo com os noivos.
- A presença dos participantes deve merecer especial atenção. Muitos, normalmente, não frequentam a Igreja; valorize-se, portanto, a acolhida, disposição da assembleia, a distribuição de folhetos próprios e outras iniciativas que favoreçam a participação de todos.
- Sugere-se que todas as Paróquias possuam uma Equipe, ligada à Pastoral Familiar, para cuidar da ornamentação e preparação da cerimônia de casamento, com os ensaios, acolhida e a organização da liturgia.


O CERIMONIAL
- Seja constituída em cada Paróquia uma Equipe de celebração que seja responsável pela celebração do sacramento do matrimônio. Todo o cerimonial dos casamentos, na igreja, deve ser realizado conforme as orientações e sob a responsabilidade da Equipe de celebração do Matrimônio da Paróquia. Cabe aos músicos e demais pessoas envolvidas seguir, portanto, durante a cerimônia, as orientações que a Equipe paroquial determinar.


A ORNAMENTAÇÃO
- Durante a preparação do casamento é importante que a Equipe de preparação para o Matrimônio e o Pároco conscientizem os casais de noivos e a comunidade sobre o espírito cristão da celebração, que pede sobriedade, sem gastos supérfluos e sem ostentação.
- A ornamentação, que expressa a alegria da festa que se celebra, deve ser pautada pela nobreza, bom gosto e simplicidade, respeitando o espírito do tempo litúrgico.


A MÚSICA
- Aspecto importante em qualquer celebração, a música, no casamento, deve estar integrada à celebração, como expressão da fé e auxílio à participação ativa, consciente, piedosa e frutuosa da assembleia.
- A música deve servir à participação e não se tornar mero complemento de um efêmero ato social.
- Atendendo ao caráter religioso da celebração do Matrimônio, são permitidas somente músicas sacras ou, quando muito, músicas clássicas. Não se admitem músicas de trilhas sonoras de filmes, novelas...


A ILUMINAÇÃO
- Afastando qualquer moldura teatral, contrária ao espírito litúrgico da celebração, use-se somente a iluminação costumeira do templo, com exclusão explícita de qualquer outra proveniente, por exemplo, de holofotes ou jatos de luz...


A FOTOGRAFIA, CINEGRAFIA E SONOGRAFIA
- Um Sacramento da Igreja é, primeiramente, um acontecimento de fé e salvação.
- Os profissionais ou amadores das áreas de foto-cine-sonografia devem evitar atrapalhar o andamento da celebração, desviando a atenção da assistência; como também devem zelar, conscientemente, pela correta disposição dos instrumentos de trabalho: instrumentos musicais, microfones, caixas acústicas, lâmpadas, câmaras fotográficas e de filmagem.
- Evitar instrumentos musicais como: cornetas, clarins e outros que possam aparecer como espetáculo. - Para que a celebração se realize em harmonia, deve acontecer um contato prévio da Equipe de Celebração do Matrimônio da Pastoral Familiar com esses profissionais para as devidas orientações.


DELEGAÇÃO PARA ASSISTIR AOS MATRIMÔNIOS
- Para ser válida, a delegação para assistir a Matrimônios deve ser expressamente dada a uma pessoa determinada. Quem recebe delegação, não pode subdelegar a mesma função a uma outra pessoa.


LEGITIMAÇÃO
- Os casais batizados que vivem juntos, casados no civil ou não, desde que não tenham nenhum impedimento e queiram regularizar a situação perante a Igreja, como norma geral devem participar da preparação da Pastoral da Catequese de Adultos.


O REGISTRO
- Após a celebração do Matrimônio, o registro do ato deve ser feito em livro próprio, na Paróquia onde o casamento foi realizado.
- No ato da celebração do Matrimônio pode ser emitida Certidão de Casamento Religioso, em atendimento à solicitação dos nubentes.
- A Paróquia onde o casamento religioso foi realizado deverá preparar a Notificação do Casamento Religioso a ser enviada às Paróquias que concederam as Certidões de Batismo dos esposos, para que conste o novo estado jurídico das pessoas.


OS DESQUITADOS E DIVORCIADOS
- O Pároco estude pessoalmente os casos de desquitados ou divorciados de um casamento feito só no civil, que desejarem contrair Matrimônio na Igreja por motivos justos.
- As pessoas casadas somente no civil, separadas e que querem se casar na Igreja, devem ser acolhidas. Deve-se procurar o motivo da separação e averiguar se são separadas legalmente, se estão amigadas, se participam da comunidade; enfim, ver caso a caso e, se cumpridos os requisitos canônicos, poderão casar-se no Religioso, mediante averbação do divórcio e novo casamento civil.
- As pessoas em 2ª União podem participar nas pastorais e movimentos da Igreja, embora não de forma plena, pois não podem receber a Sagrada Eucaristia e nem ser Padrinhos de Batismo e Crisma e testemunhas em Casamento.


DECLARAÇÃO DE NULIDADE MATRIMONIAL
- Quem se casou na Igreja, separou-se e vive com outra pessoa deve ser recebido, aceito na comunidade e incentivado a procurar seus direitos junto à Câmara Eclesiástica da Região Pastoral, que analisando a situação canônica, poderá declarar se o caso, implica Declaração de Nulidade Matrimonial ou não.
- Para facilitar o trabalho das Câmaras Eclesiásticas das Regiões Pastorais, os Párocos poderão recolher a documentação e o Questionário. Quando tudo estiver pronto, numa pasta, encaminha-se ao Juiz Instrutor.
- O Matrimônio pode ser declarado nulo quando for constatada a presença de algum vício de consentimento, algum erro de forma canônica, ou se foi contraído com algum impedimento dirimente ou, ainda, se houve erro de mandato procuratório.


CASAMENTO CIVIL
- O casamento civil, por determinação da CNBB, deve ser contraído antes da celebração religiosa do matrimônio. Há situações em que o Ordinário pode dispensar desta condição. Esta dispensa deverá seguir os ditames do C.D.C. cânones 85 a 93.
- A Paróquia poderá realizar o casamento religioso com reconhecimento civil, mediante a apresentação da Certidão de Habilitação expedida pelo Oficial do Registro Civil das Pessoas Naturais do cartório competente.
- Após a celebração do Matrimônio religioso com efeito civil, os esposos, os padrinhos e a testemunha qualificada devem assinar os documentos competentes (Livro de Casamento Religioso com Efeito Civil, Habilitação do casamento religioso e ata da realização do matrimônio). Aos esposos será entregue a certidão do casamento religioso. Além disso, cada Pároco deverá encaminhar ao Oficial do Registro Civil um requerimento, em formulário adequado, para que o referido casamento seja registrado no livro competente desse Cartório de Registro Civil.
- Tal documento, elaborado segundo formulário próprio, deverá conter a assinatura do Assistente, dos esposos e de duas testemunhas devidamente qualificadas. A Certidão do Casamento Civil será entregue aos esposos pelo Cartório.
OBS: O Texto Oficial do Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos – DAPS – encontra-se na página da Arquidiocese no Espaço Orientações.

Cuidando bem de quem já participa, acolhendo bem quem nos procura e procurando pelos afastados





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A P R E S E N T A Ç Ã O

Com imensa alegria, na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, e na firme e operosa esperança de que Ele seja sempre mais o Senhor do universo de nossa Igreja Particular, apresento o novo Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos.

A revisão / reelaboração do Diretório é fruto de um lento, gradual, amplo e participativo processo durante o período de aproximadamente um ano. Aliás, o processo é tão ou mais importante quanto o resultado final.

Ao longo do processo tomamos contato mais vivo com a situação de nossa Igreja Particular e a realidade que nos cerca, tomamos mais consciência dos atuais desafios pastorais e, com toda certeza, experimentamos um aprofundamento da comunhão afetiva, teológica e pastoral entre nós.

Tal processo é parte de um outro maior, mais amplo e mais profundo de avaliação de toda a vida e missão de nossa Igreja Particular na perspectiva do Segundo Concílio do Vaticano e à luz de documentos mais recentes da Igreja, de modo especial o Documento de Aparecida, Evangelii Gaudium, Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e o Doc. Nº 100 da CNBB, Comunidade de comunidades: uma nova paróquia. Sonhamos com uma Igreja serva do Reino, toda ministerial, permanentemente “em saída” e cada vez mais samaritana.

O Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos seja divulgado, conhecido, estudado e aplicado em todas as Paróquias da Arquidiocese, como expressão de comunhão eclesial e de respeito pelos fiéis católicos ou pessoas de boa vontade que nos procuram ou que de nós se aproximam.

Nosso compromisso é o de melhorar sempre mais o cuidado com os que já participam, a acolhida calorosa daqueles que nos procuram e a busca dos que se encontram afastados.

Nossa profunda gratidão a todos e todas que participaram – e continuarão a participar – deste processo de “conversão pastoral”. Um agradecimento especial ao Pe. José Aparecido Hergesse, Coordenador Arquidiocesano de Pastoral, pelo empenho, dinamicidade, paciência e amor na condução dos trabalhos.

Que Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo nos abençoe e que Maria Santíssima, Estrela da Evangelização, nos acompanhe sempre.

Botucatu, 20 de novembro de 2016 – Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

+ Dom Mauricio Grotto de Camargo - Arcebispo Metropolitano de Botucatu


    DAPS - Texto Oficial - 2017-Revisado-pdf →



Botucatu, 06 de outubro de 2017 – 6ª feira da 26ª Semana do Tempo Comum.

Prezados Padres, Diáconos, Religiosos, Seminaristas, Coordenadores Arquidiocesanos de Pastorais, Movimentos, Associações e Organismos Eclesiais da Arquidiocese de Botucatu.

Saúde e Paz!

Sob a Presidência de Dom Mauricio Grotto de Camargo, Arcebispo Metropolitano, realizou-se, ontem, dia 05 de outubro de 2017, das 09h às 12h, na Paróquia Sagrado Coração de Jesus, em Botucatu, a 4ª reunião do Conselho Arquidiocesano de Missão e Pastoral – CAMP, deste ano de 2017.

Após a oração inicial, foram tratados os seguintes assuntos:

1 - DIRETÓRIO ARQUIDIOCESANO DA PASTORAL DOS SACRAMENTOS.Após ouvir a opinião dos membros do CAMP, a respeito das diversas posições manifestadas pelos Padres nas reuniões com o Coordenador Arquidiocesano de Pastoral nas RPs e através de outros meios, o Arcebispo achou por bem determinar:
A – SACRAMENTO DO BATISMO. As Orientações Pastorais para esse Sacramento, no que se refere aos Padrinhos e local para a celebração do Batismo, permanecem como estão no atual Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos – DAPS - , sem nenhuma alteração;
B- SACRAMENTO DA CRISMA: As Orientações Pastorais para esse Sacramento no que se refere aos Padrinhos, permanecem como estão no atual Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos - DAPS, sem nenhuma alteração;
C- SACRAMENTO DO MATRIMÔNIO. Nas Orientações Pastorais para esse Sacramento, serão acrescentadas as seguintes:
- Na Arquidiocese de Botucatu o Processo de Habilitação Matrimonial poderá ser feito diretamente na Paróquia onde será realizado o casamento, dispensando, desse modo, a Transferência;
- A Transferência se faz necessária quando o casamento for realizado em outra Diocese ou de outra Diocese seja proveniente.
- O sacramento do Matrimônio entre católicos seja celebrado na igreja Matriz, Capela ou num local em que a comunidade se reúna para a celebração da santa Missa, e de acordo com a programação estabelecida pela Paróquia;
- Na Arquidiocese de Botucatu, o Pároco está autorizado pelo Arcebispo para realizar a celebração do sacramento do Matrimônio em outro local conveniente dentro do território da Paróquia onde é Pároco, ou do município, em se tratando de municípios com mais de uma Paróquia;
- Por local conveniente, entenda-se um ambiente que esteja de acordo com a dignidade do sacramento, que não seja de propriedade ou esteja vinculado ao uso próprio ou contínuo de outros grupos religiosos e que os responsáveis pela festa sejam orientados quanto à proibição de bebida alcoólica antes da celebração do casamento.


2- DIRETRIZES ARQUIDIOCESANAS DE MISSÃO E PASTORAL – DAMP. São orientações, quase como que um resumo da V Conferência de Aparecida (2007), da Exortação Apostólica Pós-Sinodal Evangelii Gaudium ( 2013), do Papa Francisco, e das Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja do Brasil – DGAE – 2015-2019 - da CNBB, com a finalidade precisa de direcionar, nos próximos anos, os trabalhos pastorais da Arquidiocese, que por sua vez, quer ser uma Arquidiocese Discípula Missionária, vivenciando as três dimensões fundamentais da pastoral: Ministerial, Casa e Escola de Comunhão e Samaritana. Nesse texto, como material produzido na Arquidiocese temos o Ver e o Agir, do nº 4, com os questionamentos e as tentativas de respostas aos desafios e as propostas pastorais encontrados nas avaliações de 2016 e 2017. Serão promulgadas, pelo Arcebispo, no próximo dia 15 de novembro, no Encontro da Família Arquidiocesana.

3- INICIATIVAS PASTORAIS: PROJETO PASTORAL?
No primeiro semestre de 2014, a Arquidiocese de Botucatu, sob a coordenação do Côn. Alberto Campezato, deu início ao processo de avaliação de suas atividades pastorais. Naquele momento, partindo da V Conferência de Aparecida e da Evangelii Gaudium, chegou-se à conclusão que a pastoral arquidiocesana apresentava-se como sendo uma pastoral de conservação e sacramentalista. Ou seja, faz-se um pouco por fazer, sem motivação profunda, sem projeto pastoral, sem planejamento, sem entusiasmo. Vai-se levando... O contrário, seguindo a V Conferência de Aparecida, Evangelii Gaudiuu e as últimas DGAE, como resposta a esse desafio, seria uma conversão pastoral que conduzisse à uma Pastoral Missionária.
Buscando esse objetivo, apesar das nossas limitações, conseguimos avançar um pouco! Com o apoio e incentivo do Arcebispo, estamos decididos que queremos ser uma Arquidiocese Discípula Missionária! O Diretório Arquidiocesano da Pastoral dos Sacramentos - DAPS, mesmo tendo sido concluído antes, já foi elaborado a partir e dentro desse espírito, com a Pastoral dos Sacramentos à luz da Palavra de Deus e numa dimensão missionária: cuidando daqueles que já participam, acolhendo bem que nos procura e procurando pelos afastados.
Agora, não seria a hora de pensarmos num Projeto Pastoral, fruto dessas nossas inquietações, das nossas buscas e do nosso trabalho? Não seriam essas 9 Iniciativas Pastorais, resultado das Assembleias de 2017, um nosso possível Projeto de Pastoral para os próximos 3 anos? Ou seja, colocar em prática essas iniciativas pastorais sugeridas pelas nossas Paróquias?

São elas:

1 - Nas Paróquias, Capelas ou Comunidades, os Agentes de Pastoral exerçam, por vez, apenas uma única coordenação paroquial, deixando, desse modo, espaço para a procura e a inserção de novas pessoas nas funções de coordenação.
2 - O tempo para o exercício do ministério de coordenação na Arquidiocese seja de 3 anos com a possibilidade de somente uma recondução. Ou seja, no máximo 6 anos de duração.
3 - Estabelecer cursos ou elaborar orientações básicas para a capacitação dos Agentes de Pastoral que exercem função de coordenação, contando com a ajuda de profissionais da área de recursos humanos de empresas e entidades filantrópicas.
4 - Fazer com que os Conselhos Paroquiais, em especial o CAP e CMPP, executem suas funções, em vista de uma pastoral paroquial orgânica e eficiente. 5 - Apresentar orientações básicas em vista da execução de planejamentos e elaboração projetos pastorais, segundo o método ver, julgar, agir e avaliar. 6 - Implantar a Comissão Arquidiocesana de Formação Permanente dos Agentes Pastorais, a partir dos aspectos e dimensões contidas nas Diretrizes Arquidiocesanas de Missão e Pastoral.
7 - Incentivar a participação de membros das Paróquias nos Conselhos Municipais.
8 - Apresentar orientações pastorais, sem identificação partidária, por ocasião das campanhas eleitorais, como forma de conscientização política dos cidadãos.
9 - Instituir uma Equipe Arquidiocesana especializada no estudo e na divulgação da Doutrina Social da Igreja.


4- ANO ARQUIDIOCESANO DO LAICATO. Será organizado e realizado sob a Coordenação do Coordenador Arquidiocesano de Pastoral contanto com a colaboração dos Padres Presidentes das 8 Comissões :
A- DIVULGAÇÃO – Comissão 1 – Ministérios Ordenados e Vida Consagrada – Pe. Fernando Maróstica/ Comissão 8 – Cultura, Educação e Comunicação – Pe. Paulo Bronzato. - A divulgação será feita em todos os Meios de Comunicação possíveis. B- ESTUDO DO DOCUMENTO 105 DA CNBB E TEOLOGIA DO LAICATO – . Comissão 4 – Bíblico Catequético – Pe. Adauto José Martins /Comissão 2 – Laicato, Família e Vida – Pe. Lúcio Bento de Souza. - Cursos, Palestras, Folders, Internet... - Reorganização do Conselho Arquidiocesano de leigos – CAL
C- EVENTOS CELEBRATIVOS – Comissão 5 – Liturgia – Pe. Edélcio Augusto Soares. - Celebrações Paroquiais, Regionais e Arquidiocesanas
D- SEMANA MISSIONÁRIA EM JULHO 2018: Comissão 3 - Ação Missionária e Cooperação Intereclesial – Pe. James Mwaura Mbugua, IMC- Organização, conteúdo, metodologia e formação dos Agentes
E- SEMANA DE ORAÇÃO PELA UNIDADE DOS CRISTÃOS (PENTECOSTES) Comissão 6 – Ecumenismo e Diálogo Inter-religioso – Pe. Sebastião dos Santos. - Organizar a Semana de Unidade dos Cristãos em todas as Paróquias.
F- INICIATIVAS CONCRETAS: Comissão 7 - Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz – Pe. José Francisco Antunes, CR - Incentivo às Pastorais Sociais ( Criança, Idoso, Carcerária, Menor, Sobriedade, Vicentinos, Caritas, Campanha da Fraternidade, Pastoral dos Surdos e Ecologia ); - Implantação da Pastoral Fé e Política; - Incentivo na participação dos Cristãos Leigos nos Conselhos Municipais; - Constituição do Grupo de Estudo e Divulgação da Doutrina Social da Igreja; - Forum Arquidiocesano das Pastorais Sociais
G- DATAS ESPECIAIS: - Abertura Arquidiocesana: 15/11/2017 – La Salle / Paróquias: 26/11/2017 – Solenidade de Cristo Rei; - Encerramento Arquidiocesano: 15/11/2018 – La Salle / Paróquias: 25/11/2018 – Solenidade de Cristo Rei
5- ENCONTRO DA FAMÍLIA ARQUIDIOCESA – 15/11/2017. Neste ano será realizado no Colégio La Salle, das 08:30h às 13h, com a presença de 15 Representantes por Paróquia e a seguinte programação:
08:30h – Acolhida e Animação Geral – Pe. Paulo Bronzato e Comissão 8: Cultura, Educação e Comunicação Social.
09h – Oração Inicial – Pe. Edélcio e Comissão 5 – Liturgia.
09:15h - Promulgação das Diretrizes Arquidiocesanas de Missão e Pastoral – DAMP, em 2 momentos: - Breve histórico do processo de elaboração – Pe. Hergesse; - Ato de promulgação com a leitura da carta de Apresentação – Dom Maurício.
09:45h – Intervalo Musical – Comissão 8
10h – Abertura Oficial do Ano Arquidiocesano do Laicato – Sob a responsabilidade do Pe. Adauto José Martins – Comissão 4 –Bíblico-Catequético, e Pe. Lúcio Bento de Souza - Comissão 2 – Laicato, Vida e Família.
10:30h – Intervalo – Preparação para a Missa.
11h: Santa Missa ( Missa da Festa de Nossa Senhora Aparecida) presidida pelo Arcebispo e concelebrada – Responsável Pe. Edélcio e Comissão 5 – Liturgia.
12h: Encerramento do Ano Mariano na Arquidiocese, sob a coordenação de Mons. Carlos José de Oliveira e RP 4.
12:30h – Encerramento com lanche partilhado.

6- CALENDÁRIO ARQUIDIOCESANO 2018. Tão logo esteja concluída a Agenda do Arcebispo e das dadas de Eventos Arquidiocesanos, o Calendário será enviado para que cada Pastoral, Movimento, Associação e Organismo Eclesial, Padres Coordenadores das RPs e outras atividades sejam agendadas seguindo o esquema: - Quem? O quê? Quando (data)? Onde? Horário?. Esse agendamento precisa ser concluído até o final do mês de novembro, para facilitar a elaboração do Guia Informativo 2018.
OBS – Com a mudança do tempo de coordenação de 2 anos para 3 ( no máximo 6 anos), o Arcebispo, estendeu a Provisão daqueles (as) que tinham sido provisionados (as) em fevereiro de 2016, com vencimento em fevereiro de 2018, para mais ou ano, ou seja, até fevereiro de 2019. Outros que assumiram ou estão assumindo funções de Coordenação Arquidiocesanas estão sendo ou serão provisionados de acordo com o momento em que assumem as respectivas funções. A Coordenação Arquidiocesana de Pastoral está controlando o início e a conclusão de cada Provisão.

Rezemos pelo Arcebispo! Rezemos também uns pelos outros! Que Deus nos ajude e Senhora Santana nos proteja!
Sempre agradecido!

Pe. José Hergesse – Coordenador Arquidiocesano de Pastoral



Mateus 11:28-30
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve".



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